Jornalista, escritor, editor, consultor empresarial e cultural.

 

 

 
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                                                                     Foto: Bruno Lira

 

Meu nome completo é Marcelo Nóbrega da Câmara Torres.

Nasci em Angra dos Reis, RJ, a 21.1.1950.

 

Formação: Bacharel em Direito (1972) e Bacharel em Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo (1976), ambas formações pela Universidade Federal Fluminense – UFF.

 

Memória

Minha primeira Professora foi Lecy Jordão, em Angra dos Reis (1954), seguida pela Profa. Grináuria Daher. Alfabetizado, em três meses, pela Professora Hedda Maia Vinagre Morcazel, no Instituto Maia Vinagre (Niterói, 1956), onde concluí a 5ª série do Curso Primário em 1960. Ainda em Angra, em períodos do Curso Primário, fui aluno da Profa. Diná Afonso; e, no Grupo Escolar Lopes Trovão, das Profas. Léa Graça Bahiense de Lyra, Cleusa Fortes de Pinho Jordão e Dulce Ribeiro Salomão. Cursos Ginasial e Clássico no Colégio Salesiano Santa Rosa (Niterói, 1960-7), tendo como principais mestres: Profa. Lourdes (5ª série primária-Admissão), Pe. Hamilton José da Silva (Orientação Educacional), Padres Elísio Nilo Caliman, Nicolau Caríssimo e Daniel Bissoli (Formação Religiosa), Luiz José Martins Romêo (Ciências Biológicas), Maestro Afonso Reis (Canto Orfeônico, Música,  Bandas de Música e Marcial), Lauro Pio de Miranda (História e Geografia), Wenceslau Andrejasic (Latim e Matemática), Pe. Josué Francisco da Natividade (Língua Portuguesa), Cap. Areovaldo de Souza Paiva (Educação Física), Hélio de Souza Salvado (Línguas Portuguesa e Inglesa), Ir. Walmor Muniz Freitas (Literatura Port. e Bras. e Francês). Na Faculdade de Direito, marcaram minha formação: João Luís Duboc Pinaud, Marcos Almir Madeira, Emílio Carmo, Soares de Pinho, Scyla Souza Ribeiro, Geraldo Bezerra de Menezes, Carlos Alberto Przewodowski. No Instituto de Artes e Comunicação Social: Muniz Sodré de Araújo Cabral, Antônio Theodoro de Magalhães Barros e Nilson Lage. 

 

Possuo dezenas de Cursos Livres de Nível Superior e de Extensão Universitária, de participação em seminários e workshops, nas áreas de Jornalismo, História, Crítica e Gestão Cultural, Comunicação Social, Processo Judiciário, Informática, História, Produção Gráfica, Teatro, Folclore, Música, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Política, Economia, Cacauicultura, Amazônia, Literatura, Administração, Língua Portuguesa, Processo e Consultoria Legislativa, Previdência Social, Cachaçologia, entre outras áreas técnicas e científicas.

 

Memória

Nos Cursos de Formação de Ator que concluí, fui aluno de: Sérgio Brito, B de Paiva, Bárbara Heliodora, Yan Michalski, Glorinha Beuttenmuller, Pernambuco de Oliveira, Henrique Oscar, Ronaldo Mendonça, entre outros. 

 

Profissões/Atividades: Jornalista Profissional (Reg DRT-RJ 12.531) desde 1972, Técnico em Comunicação Social, Escritor, Ensaísta, Editor, Humorista, Conferencista, e Crítico em diversas áreas da Cultura e da Comunicação Social, Consultor Técnico e Executivo Empresarial e Cultural (Inscr. INSS 1004071859e Cachaçólogo*.

 

Consultor Legislativo do Senado Federal (1985-2000), aposentado, cargo e função conquistados por concurso público de provas e títulos, realizado durante um ano pela Universidade de Brasília – UnB, sendo um dos primeiros classificados entre milhares de candidatos e 75 aprovados e nomeados. Fui o único especialista em Cultura no Senado (1985-1993), no Congresso Nacional e na Assembleia Nacional Constituinte - ANC, de 1987-8, onde desenvolveu, pela primeira vez no País, a Tese dos Direitos Culturais, que passou a fazer parte da Carta Magna. Também introduziu no Projeto de Constituição os conceitos de Bem e Patrimônio Cultural Imaterial. Ainda na ANC, foi Assessor para as áreas de Comunicação, Educação e Direito Constitucional.

 

Sou um Consultor Técnico Empresarial e Cultural, um trabalhador intelectual, que pensa, cria, critica e produz em várias áreas da Cultura, prestando serviços a empresas, instituições públicas e privadas, eventos e pessoas físicas desde 1973, nas áreas do Pensamento, Administração e Crítica Cultural, Humor, Sociologia, Antropologia, Literatura, Folclore, História, Música Erudita e Popular, Cachaçologia, Política, Direito e Artes.

 

Sou autor de oito livros nas áreas da Cultura, Cultura Brasileira, Direito, Sociologia, História, Música, Cachaçologia e Literatura.

 

No Senado, criei e editei, com o Professor Darcy Ribeiro, a revista Carta’ do Senador Darcy Ribeiro (1991-3), considerada a melhor publicação cultural do seu tempo no País.

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O Consultor Legislativo do Senado Federal, Marcelo Câmara, Assessor exclusivo de Darcy Ribeiro na Câmara Alta,

em 1993, na cerimônia de posse do professor e antropólogo na Academia Brasileira de Letras.

(Acervo Marcelo Câmara) 

 

 

Atuando em diversas áreas da Cultura desde a juventude, como criador, consultor, crítico, realizador, a partir de 1973, publiquei em veículos de Comunicação Social de vários Estados, entre eles:

 

  • no Rio de Janeiro, Lig O Fluminense (Niterói); Diário de NotíciasJornal do Brasil, Jornal do Commercio,

    Maré - Jornal Comunitário (Angra dos Reis), Jornal de Paraty (Paraty); e no site www.ilhaverde.net

 

  • em Brasília, DF, em O Globo, no Jornal de Brasília, nas revistas Manchete e e Fatos (Bloch Sucursal)Momento            Político; Jornal do Congresso Nacional; na revista Espelho; no  sanatoriodanoticia.blogspot.com  e no                      site  www.tribunadainternet.com.br


Tenho publicados, a partir de 1973, em revistas e jornais, centenas de trabalhos - artigos e ensaios - nas áreas nas quais presto consultoria: Pensamento, Administração e Crítica Cultural, Humor, Sociologia, Antropologia, Literatura, Folclore, História, Música Erudita e Popular, Cachaçologia, Política, Direito e Artes.

 

Presto a empresas, instituições e pessoas físicas, Serviços de Consultoria Técnica Especializada nessas áreas, bem como elaboro e realizo Projetos Culturais em cidades do País e no Exterior, participando, promovendo e realizando diversas atividades.

 

Desde 1994, Consultoria Técnica Especializada à produção e ao mercado da Cachaça e ministro Cursos, Palestras e Treinamentos sobre o tema, a profissionais do setor de Comércio, Indústria e Serviços.

 

(*) Mais informações nas páginas Cursos e Palestras, Trabalhos Realizadas e Cachaça).

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MC Darcy e Marcos Almir Madeira ABL 1993.jpg

Em 1993, na posse de Darcy Ribeiro (ao centro), na ABL, o encontro de Marcelo Câmara

com o amigo e seu ex-professor na Faculdade de Direito da UFF, o sociólogo e ensaísta, acadêmico Marcos Almir Madeira.

(Acervo Marcelo Câmara)

 

 

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RAÍZES E TRONCOS

FLORES E FRUTOS

 

A Família Câmara

 

João Gonçalves Zarco (*Portugal, 1390 - †Funchal, Ilha da Madeira, 21.11.1471) é o genearca da Família Câmara, conhecido como “O Navegador”, “O Marujo”, “O Descobridor”, colonizador, a partir de 1425, do Arquipélago da Madeira. Em 1460, recebeu do Rei de Portugal, Afonso V, o título de nobreza de Cavalheiro, Brasão de Armas e o acréscimo ao seu nome: “da Câmara de Lobos”. Porque, na colonização da Ilha, encontrou uma lapa, uma gruta, uma câmara com muitos lobos. Apesar da História, os livros e os monumentos registrarem “João Gonçalves Zarco da Câmara de Lobos”, na verdade, antes do apelido real, assinou, muitas vezes, apenas “Zarco”, e, depois, João Gonçalves da Câmara, substituindo o nome “Zarco” por “Câmara” e, depois,  abandonando o “de Lobos”. Todos os seus descendentes fizeram o mesmo: passaram a usar apenas “Câmara”. E foram Morgados de ilhas e de grandes áreas de terras na Madeira e nos Açores. Os “Câmara” disseminaram-se por vários países.

 

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Primeiro e verdadeiro

Brasão da Família Câmara

(Imagem: apodiario.com.br)

No Brasil, o primeiro da Família a chegar foi o eneaneto do navegador, o Tenente Morgado da Ilha de São Miguel, nos Açores, Manuel Raposo da Câmara (*1686, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal – †1765 (?), Rio Grande do Norte, Brasil). Ele pertencia à 11ª geração de João Gonçalves da Câmara, casou-se, provavelmente em 1709, aos vinte e três anos, com a natalense Antônia da Silva (*1695, Natal, RN – †1795, idem), ela aos quatorze anos de idade.

 

Os Câmara estão em muitos países. Tanto no Brasil, como em Portugal, brilharam na Nobreza, depois na República e na Sociedade. Entre nós, são muitos em todos os setores da vida nacional, na Política, na Religião, nas Artes, na Academia, no Direito, na Economia, em diversos campos da Cultura. Além de meu pai José Augusto da Câmara Torres (*Caicó, RN, 1917 – †Niterói, RJ, 1998), Jornalista, Educador, Advogado e Político; e Aprígio Soares da Câmara (*Santana do Matos, RN, 1883 – †São Paulo, SP, 1967), Professor, Advogado e Jurista, vale citar os dois maiores luminares da Família:

Luís da Câmara Cascudo (*Natal, RN, 1898 – idem, 1986) - jornalista, advogado, professor, historiador, etnógrafo, folclorista (o maior conhecedor de todos os Folclores do mundo), sociólogo, antropólogo, tradutor, poeta. O intelectual brasileiro mais laureado no País e pelas mais importantes universidades e instituições culturais do mundo. Deixou quase duas centenas de livros publicados, grande parte traduzida em várias línguas e editadas em outros países. Criador e genial em tudo que produziu, Jorge Amado o considerava “o brasileiro mais importante do Século XX”. Carlos Drummond de Andrade dizia: “Se você não sabe alguma coisa, pergunte ao Cascudinho. Ele tudo sabe”. Outros o apontam como “O Homem que descobriu o Brasil”, nome de uma exposição no Rio, montada nos anos 1990, de grande sucesso, apresentando um pouco da sua fecunda vida, vastíssima e fundamental obra. O famoso Museu da Língua Portuguesa, na Capital paulista, e dezenas de mostras são organizadas, todos os anos, em todo o País, legendando Câmara Cascudo como “Um Homem chamado Brasil”, ou as denominam com a sua famosa frase: “O melhor do Brasil é o brasileiro”. Várias instituições e escolas, de todos os níveis, no Brasil, especialmente no Rio Grande do Norte e na Região Nordeste, têm o seu nome, homenageiam a sua memória e a sua obra. O Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, sob o lema “Preservando a Memória e dignificando a Cultura”, primorosa instituição que objetiva o estudo e a divulgação do legado cultural do mestre, tem a sua sede na casa onde o maior dos potiguares viveu, conviveu e escreveu a maior parte da sua monumental obra histórica e socioantropológica, na Avenida Câmara Cascudo, no bairro Cidade Alta, em Natal, RN. A entidade mantem o mobiliário, a biblioteca, os acervos e coleções do intelectual, recebe visitantes de todo o mundo e desenvolve projetos culturais em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e outras instituições de Educação e Cultura, públicas e privadas, do Estado. É presidida pela neta de Câmara Cascudo, Dra. Daliana Cascudo Roberti Leite, e tem como Vice-Presidente, sua irmã, a Dra. Camilla Cascudo Barreto Maurício.

Dom Hélder Pessoa Câmara (*Fortaleza, CE, 1909 – Recife, PE, 1999) – Sacerdote católico, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Arcebispo Emérito de Olinda e Recife, professor, orador, escritor, poeta, humanista e pacifista de militância e reconhecimento internacional . Em seu apostolado, pregou uma Igreja despojada, simples, voltada aos pobres e à Justiça Social. Combateu a violência, a fome e a miséria. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e criou a Feira da Providência. Lutou por uma educação universal, integral e gratuita. Foi um corajoso defensor da Democracia, da Dignidade e dos Direitos Humanos, sendo perseguido pela Ditadura Militar que infelicitou o País, de 1964 a 1985, ameaçado por atentados e envenenamentos, no seu País e no Exterior. Recebeu prêmios nacionais e internacionais pela luta pelos Direitos Humanos em dezenas de países e títulos de Doutor Honoris Causa das 32 mais importantes Universidades do mundo. Recebeu o Prêmio Martin Luther King, nos Estados Unidos e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega Foi o brasileiro quatro vezes indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Cidadão Honorário de 28 cidades brasileiras e da cidade de São Nicolau na Suíça e Rocamadour, na França. Escreveu várias obras, a maioria em francês, em razão da censura que sofria em seu País, sobre a vida cristã, a educação libertária e integral, de crítica social, em defesa da Paz e da Liberdade, contra a violência e a tortura, contra as ditaduras e regimes autoritários, a maioria traduzidas em várias línguas. Dezenas de livros foram editados sobre a sua vida e obra, alguns em todo o mundo. Em 2014, foi iniciado, no Vaticano, o processo da sua Canonização, recebendo, já no ano seguinte, o título de Servo de Deus e promovida a sua Beatificação. Atualmente, encontra-se no limiar da Canonização. Na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil ele integra o “Calendário dos Santos”, sendo o dia 27 de agosto comemorada a sua festa litúrgica. Por Lei Federal de 2017, lhe foi atribuído o título de “Patrono dos Direitos Humanos”.

A Família Nóbrega

 

Num antigo Julgado (vara, juízo, juizado) do Minho, em Portugal, denominado Terra da Nóbrega, tem origem o nome “Nóbrega”, a Família Nóbrega. Na Região do Minho, está a famosa Serra da Estrela, dos famosos vinhos verdes e do “queijo da serra”. Os Nóbrega são milhares tanto em Portugal como no Brasil, e deram aos dois países ilustres homens e mulheres, em todos os setores da vida dessas duas nações. Entre nós, habitam em todos os Estados, mas a raiz é uma só: Terra da Nóbrega, que abrange várias vilas, a maioria dos tempos romanos. Destacamos, nos dois países, algumas personalidades da Família. São eles:

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Primeiro Brasão dos Nóbrega

(Imagem: br.printerest.com)

Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo (*Lisboa, Portugal, 1195 - †Arcella, Itália, 1231) – Nome secular do monge franciscano agostiniano, da Igreja Católica, Apostólica, Romana, teólogo, pregador e taumaturgo, Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua, muito conhecido e popular em todo o mundo. Aos quinze anos, ingressou no Colégio dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Foi ordenado em 1220, adotou o nome de “Antônio”, integrando a Ordem dos Frades Medicantes de Coimbra. Sendo portador de hidropisia, de saúde frágil, não pôde ficar muito tempo no Marrocos como pretendia, e, de retorno à Itália, uma tempestade levou o barco no qual viajava às costas da Sicília, onde viveu alguns meses na cidade italiana de Messina. Em seguida, em Assis, após estar  com São Francisco de Assis, viveu um período em um emitério em Montepaolo, na província de Romagna. Ainda  pelo próprio Francisco foi indicado para lecionar Teologia nas Universidade de Bolonha e Pádua, na Itália, e Montpellier e Puy-em Velay, em França, e, tornou-se famoso orador sacro nesses dois países, sendo, ainda, memoráveis suas pregações em Forli, Provença, Languedoc, Toulouse. Limoge e Paris. Corria o ano de 1231, e as pregações do Frei Antônio eram intensas e se caracterizavam por conteúdos sociais, em defesa dos pobres e mais fracos, quando, a 13 de junho, uma crise hidropisia o atacou violentamente no Convento de Camposampiero, a um quilômetro dos muros de Pádua, para onde seguia em um caminhão de feno. Sepultado em Pádua, sobre o seu túmulo uma basílica existe a ele dedicada. Quando promoveram o traslado dos seus restos mortais, constataram que a sua língua incorrupta. Seu esqueleto encontra-se incólume e, entre as relíquias preservadas estão, ainda as suas cordas vocais, uma túnica e um manto do seu uso.

 

A sua santidade era tão unânime que foi canonizado a 30 de maio do ano seguinte. Em 1246, recebeu o título de “Doutor da Igreja”. Em Pádua, era conhecido como “o santo”. Doente e eremita, viveu os últimos anos recolhido no Convento de Arcella, onde escreveu sermões, setenta e sete deles publicados entre 1895 e 1913, sob o titulo Sermões Dominicais e Festivos, hoje considerados “um documento de uma época”, pois são repletos de crítica ética, social e política, descrevem as transformações culturais e econômicas. Condenava “a usura, a avareza a inveja, o egoísmos falsos moralistas, os hipócritas, os maus pastores de almas, o orgulho dos eruditos, os ricos ensimesmados em sua opulência que oprimem e excluem os pobres do tecido social”. Seus biógrafos destacam a sua vasta erudição humanística, cultura literária, científica e artística, pouco divulgada e conhecida, especialmente na Física, História e Ciências Naturais, Direito, Cosmografia, Mineralogia, Zoologia, Botânica, Astronomia e Medicina.

 

É o padroeiro de Lisboa, em Portugal, e de Pádua, na Itália, e de centenas de cidades e vilas brasileiras e habita grande parte do nosso Folclore. De Portugal, é considerado padroeiro secundário. A veneração máxima que tem em Portugal veio para o Brasil, onde tem um culto popular extraordinário. Junto com São João e São Pedro, forma o tríduo das Festas Juninas, comuns em todo o País. Interesante a “carreira militar póstuma” de Santo Antônio. Recebeu diversas patentes na Espanha, em Portugal e no Brasil. D. João VI, aqui chegando, nomeou-o “sargento-mor”, e, depois, foi promovido a “tenente-coronel”. Até, já na República, recebia soldos como se fosse um militar brasileiro.

 

No Brasil, milhões de nascituros tomam o seu nome. É considerado “o padroeiro dos pobres e oprimidos” e “santo casamenteiro”. A ele, também, se recorre para o encontro de objetos perdidos. Também é padroeiro: dos amputados, dos animais e dos estéreis; dos barqueiros, pescadores e idosos; das grávidas, agricultores, viajantes e marinheiros; dos cavalos e burros. É invocado para se conceber filhos e evitar naufrágios. Santo Antônio, também, habita o nosso Sincretismo religioso: no Canbomblé é relacionado a Exu, o Orixá da Comunicação e identificado como Ogum, “Deus da Guerra” e, ainda “capaz de abrir caminhos".

 

Várias teorias existem sobre a origem dos Bulhões. Porém a mais prestigiosa da Genealogia nos indica uma família originária do Ducado de Bulhom, nos Países Baixos. O nome teria chegado a Portugal com Martim de Bulhom, que participou da conquista de Lisboa em 1147, e que seria o pai de Fernando de Bulhões, o nosso Frei Antônio. Possuíram uma quinta, próxima a Lisboa. Os estudiosos afirmam que os Bulhões, vindos de Portugal, aqui chegaram em várias partes do litoral brasileiro, em diversas épocas. Na Paraíba, o casal lisboeta Amador Velho de Bulhões e Catarina de Melo Miranda teria se estabelecido no início do Século XVII.

 

Dos Bulhões, que se multiplicaram na Paraíba, surgiu no Século XIX os Pais de Bulhões que se aparentaram com os Nóbrega. Ocuparam, também, o Rio Grande do Norte, onde em Caicó, a mais importante cidade da Região do Seridó, nasceu, em 1845, Gorgônio Pais de Bulhões Filho, do casamento de Gorgônio Pais de Bulhões e Mariana Umbelina da Nóbrega. Do casamento de Gorgônio Pais de Bulhões Filho com Maria Mafalda das Mercês, nasceu, também, em Caicó, em 1872, Joaquim Gorgônio da Nóbrega, meu avô materno. Este teve dois casamentos. O primeiro com Senhorinha Aladim de Araújo, com quem teve nove filhos. No seu sexto parto, deu à luz, em 1919, em Caicó, Gertrudes de Araújo Nóbrega, Tudinha, que, ao se casar com José Augusto da Câmara Torres, passou a assinar Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, minha mãe.

 

Padre Manuel da Nóbrega (*Sanfins do Douro, Alijó, Portugal, 1517 - †Rio de Janeiro, 1570) – Sacerdote da Igreja Católica, Apostólica, Romana, chefiou a primeira missão dos jesuítas à América. Estudou nas Universidades de Salamanca, Espanha, e de Coimbra, Portugal, bacharelando-se em Direito Canônico e Filosofia em 1541. Duas vezes foi aprovado nas provas escritas para lente desta última Universidade, nela não conseguindo ingressar pois, em ambas as oportunidades, foi reprovado nas provas orais, não conquistando a cátedra por ser portador de uma importante gagueira. Apesar do problema na fala, três anos antes, havia sido ordenado pela Companhia de Jesus e percorrido regiões da Espanha, como pregador. Em 1549, desembarcou na Bahia na armada de Tomé de Souza, primeiro Governador Geral do Brasil, de quem foi conselheiro, assim como de Mem de Sá e Estácio de Sá, na luta contra os franceses. Sua missão: catequisar os índios no processo de colonização da terra recém-descoberta. Seu primeiro desafio foi liderar uma campanha contra a antropofagia dos nativos e combater a exploração e escravização dos índios.

 

Percorreu toda a costa brasileira, de São Vicente a Pernambuco. Foi o primeiro português a incentivar a conquista do interior, ultrapassando a Serra do Mar. Subiu ao Planalto de Piratininga, onde fundou a casa e a escola dos jesuítas, ponto de penetração para o sertão, e de expansão do território brasileiro. Ali celebrou uma missa a 25 de janeiro de 1554 e mudou o nome da colina, de Piratininga para São Paulo. Este lugar é hoje conhecido como o Pátio do Colégio, lugar da fundação da cidade de maior população do Hemisfério Sul. Teve participação decisiva, também, nas fundações de Salvador e do Rio de Janeiro.

 

Em 1563, o Padre Manuel da Nóbrega juntou-se ao noviço José de Anchieta, que havia desembarcado no Brasil três anos antes, para auxiliá-lo, em Iperoig, na pacificação dos Tamoios, convencendo-os a não apoiar mais os franceses. Integrando a expedição de Estácio de Sá, o ajudou na fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde colaboru na construção de um colégio jesuíta. Solicitou ao Rei de Portugal, Dom João III, a criação da primeira diocese no Brasil. Também na sua luta em defesa dos índios, convenceu o governador Mem de Sá a expedir leis que proibiam a sua escravização. Foi o primeiro Provincial da Companhia de Jesus do Brasil.

 

As célebres Cartas do Padre Manuel da Nóbrega, escritas aos seus superiores em Portugal, são consideradas material histórico precioso, fundamental, para a conhecer a colonização do Brasil, a ação da Catequese e de Portugal, os usos e costumes dos nativos, os primórdios da vida na terra descoberta. Tais Cartas são assim tituladas: Diálogos Sobre a Conversão do Gentio (de 1557, a primeira prosa da Literatura Brasileira e a mais importante obra escrita no Brasil e sobre o Brasil do Século XVI); Cartas do Brasil (1549-1570); Tratado Contra a Antropofagia (1559); e Caso de Consciência Para a Liberdade dos Índios (1567).

 

Janúncio da Nóbrega Filho (*Caicó, RN, 20.11.1869 – †Caicó, RN, 7.10.1899) – Advogado, jornalista, tribuno e republicano histórico. Aos dezessete anos, em pela vigência do Reinado de Pedro II, já era um militante e divulgador da República. Aos dezenove anos, no dia 4.4.1889, ainda no Império, o jovem Janúncio, inteligência e cultura, destemido e brilhante orador, ainda acadêmico da Faculdade de Direito do Recife, lança em Caicó, o Manifesto Republicano, elaborado por ele, instrumento de grande repercussão na Região do Seridó e em todo o Estado. O documento agita e mobiliza a opinião pública potiguar com as ideias republicanas e convoca o povo para se unir em torno dos princípios e objetivos do regime que sugere. Dois dias depois, assume a seção republicana do jornal O Povo, o primeiro do Município, publicando o Manifesto, que, também, denuncia o deplorável quadro social de pobreza e dificuldades do povo e a estagnação econômica que vivia a Região e o Estado. A sua crítica política contundente continua praticando no Espaço Republicano de O Povo. No dia 7, assume, oficialmente, na cidade do Caicó, a direção do Centro Republicano Seridoense, primeiro núcleo de difusão das ideias republicanas no Rio Grande do Norte, que ele fundara dois anos antes, tendo como sede a casa do pai, Janúncio Salustiano da Nóbrega. Em junho de 1889, no enterro de Tobias Barreto, sua fala altiva e retumbante representou o Rio Grande do Norte à beira do túmulo do grande filósofo, jurista, professor e poeta sergipano. Colou grau de Bacharel em Direito e Ciências Sociais em maio de 1891, mas na formatura já exercia o cargo de Promotor de Justiça em Caicó. Renuncia ao cargo de Juiz Municipal de Capão Bonito de Paranapanema, para se candidatar e se eleger Deputado Estadual Constituinte em 1892. Muito escreve, discursa e age pelas bandeiras do regime ao qual se doa. Era paixão e atitude, todo o tempo. Idealista, homem de fortes convicções, revolucionário, luta ardorosamente pelas causas da República, que se instalaria a 15.11.1889. Falece na Fazenda Pedreiras, em Caicó, antes de completar trinta anos e antes, também, de ver consolidado o novo regime no País. Foi um guerrilheiro e a mais vigorosa voz da República na terra potiguar. Talvez o maior dos republicanos do Estado, como o angrense Lopes Trovão o foi do Brasil. Câmara Cascudo na sua obra Uma História da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (Fundação José Augusto, Natal, 1972), traça um real e belíssimo perfil de Janúncio da Nóbrega Filho.

 

Fernando Carneiro da Cunha Nóbrega (*João Pessoa, PB, 1904 - †Rio de Janeiro, RJ,1993) – Jornalista, advogado, jurista, Ministro de Estado. De 1924 a 1928, foi Secretário Particular do Governador da Paraíba, João Suassuna, pai do escritor Ariano Suassuna, que o nomeou ao final do seu governo, Curador Geral de Órfãos, cargo que exerceu até 1930. Em 1927, bacharelou-se em Direito. De 1928 a 1930, Diretor-Secretário do jornal Diário da Paraíba, de João Pessoa. Prefeito nomeado da capital paraibana, de 1938 a 1940. No Governo Juscelino Kubitschek, Ministro de Estado do Trabalho, Indústria e Comércio, de 1958 a 1960, e Ministro de Estado da Agricultura, em 1960. Ministro do Tribunal Superior do Trabalho e Corregedor Geral da Justiça do Trabalho, a partir de 1960, permanecendo na Corte até 1971.

 

Manuel Soares de Nóbrega (*Niterói, RJ, 1913 - †São Paulo, SP, 1976) – Um dos nomes mais importantes do Rádio e da Televisão brasileiras no Século XX. Radialista, empresário, jornalista, ator, escritor, poeta, dramaturgo, humorista, compositor e político. Jovem, foi aluno da Escola Naval no Rio, mas desistiu da carreira militar. Formou-se em Economia e Engenharia. Mas, enquanto estudante, em 1931, resolveu iniciar carreira artística no rádio, inicialmente no Rio até 1944, quando se transferiu para São Paulo, e posteriormente nas duas cidades. Trabalhou nas mais importantes emissoras de rádio do Rio e de São Paulo e conviveu com os maiores astros e estrelas do rádio, do disco, teatro, cinema e dos shows do País, nas décadas de 1930 a 1970. Nas duas cidades, foi locutor de notícias e narrador, rádio-ator, cantor (acompanhado por Custódio Mesquita e gravou músicas de Carnaval), escreveu peças para teatro (uma delas protagonizada por Dercy Gonçalves e um monólogo para Procópio Ferreira) e para rádio, redator jornalístico e de programas de Humor, cronista, apresentador de programas de estúdio (jornalísticos, de entrevistas, e artísticos) e de auditórios, produtor e diretor de programas, diretor artístico e chefiou departamentos de empresas radiofônicas. Compositor musical, teve obras gravadas por Silvio Caldas, Orlando Silva, Carlos Galhardo e Vicente Celestino. Foi ator também de cinema, contratado pela Cinédia. A convite de Nelson Rockefeller, durante todo o ano de 1945, trabalhou nos EUA, nas redes CBS e NBC. Nóbrega era poliglota. Em janeiro de 1947, foi eleito pelo Partido Social Progressista – PSP, de Adhemar de Barros, Deputado Estadual Constituinte, o mais votado do Brasil, com quase 38 mil votos. Foi um dos autores da Constituição Paulista de 1947 e, em seguida, como Parlamentar, destacou-se como legislador, atuando intensamente no Plenário e nas Comissões da Casa. Dois anos depois, foi eleito Membro da Mesa da Assembleia Legislativa de SP. Estreou na televisão em 1950. No final dessa década, Nóbrega era dono de uma pequena firma, Baú da Felicidade, que vendia brinquedos e artigos domésticos a crédito, quando convidou um jovem locutor carioca que havia sido camelô no Rio e estreava em SP. Senor Abravanel. Em SP, adotara o nome Silvio Santos, Nóbrega com ele faz amizade e o convida para ser seu sócio. Em 1961, Nóbrega vende a sua parte no negócio para Silvio, que enriquece, e passa a apresentar seu programa de variedades na TV Globo. Mais tarde, em 1975, obtém a concessão da TV Excelsior, transformada, anos depois, em rede nacional, com o nome de Sistema Brasileiro de Televisão - TVS. Nóbrega prossegue no rádio e na TV. Em 1957, cria o programa humorístico Praça da Alegria. Pelo banco da Praça, onde ele era o personagem permanente, passaram mais de duzentos personagens, a maioria criada por ele, lançou dezenas de comediantes, entre eles, Ronald Golias, Moacir Franco, Consuelo Leandro, Walter D’Ávila, Costinha, Nair Bello, Renato Corte Real e Zilda Cardoso. Os personagens cômicos que criou permanecem com grande sucesso até hoje. A Praça era produzida em São Paulo e no Rio. Em 1987, a Praça ressuscita e continua no ar, em rede nacional, com o nome de A Praça é Nossa, no SBT, apresentado por seu filho Carlos Alberto de Nóbrega, seu único filho, do seu casamento com Dalila Afonso de Nóbrega. Criou, escreveu e apresentou dezenas de programas de humor, jornalísticos, esportivos, musicais e de variedades nas mais importantes emissoras de Rádio e na TV, do Rio e de SP. Recebeu diversos prêmios e láureas pelas suas atividades no rádio e na TV Em 1960, recebeu, da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo, o Título de Cidadão Paulistano. Logo após a sua morte a 17 de maio de 1976, a Rede Globo, numa honrosa homenagem, retornou com a Praça da Alegria, sob o comando de Luiz Carlos Miele. 

  

Adhemar Nóbrega (*Patos, PB, 1917 - † Rio de Janeiro, RJ, 1979) – Músico, musicólogo, jornalista, professor, crítico de música e de cinema. Transferida a família para João Pessoa, aos quinze anos, após concluir o Curso Ginasial no Lyceu Paraibano, foi trabalhar no jornal A União como revisor e, depois, como repórter, articulista, cronista e crítico de cinema. Na capital, estudou Teoria Musical e piano com Gazzi de Sá. Com a vinda do casal Gazzi e Santinha de Sá para o Rio de Janeiro, assumiu, no Lyceu Paraibano, a cadeira de Canto Orfeônico. Mudando-se para o Rio, passou a se dedicar aos estudos de Música. Em 1944, diplomou-se pelo Conservatório Nacional de Canto Orfeônico e passou a lecionar na instituição, onde se aproximou e passou a colaborar com Heitor Villa Lobos, que fundou, dirigiu e foi professor de História da Música e Etnografia Musical. No Conservatório, conheceu e casou com Maria Milagros, que o auxiliava em seu trabalho. Foi um grande divulgador da obra de Villa Lobos. Em Lisboa, estudou com Edgar Willems, na Fundação Calouste Gulbenkian. Foi membro da Associação de Canto Coral do Rio de Janeiro e redator do Serviço de Radiodifusão do Ministério da Educação e Cultura – Rádio MEC. Editou duas importantes e premiadas obras, ambas editadas pelo Museu Villa Lobos: As Bachianas Brasileiras (1971) e Os Choros de Villa Lobos.

A Família Torres

 

A corrente genealógica mais prestigiosa para explicar origem do nome “Torres” está na Espanha, mais precisamente na cidade de Jahen, onde o casal Martin, ou Diogo, Torres, natural de Toledo, e Joana de Córdova, ambos nobres, detentores de Armas, tiveram cinco filhos, entre eles, Diogo de Torres e Afonso de Torres. Ambos, nascidos em Málaga, se transferiram para Portugal. Lá Diogo se casou, formou descendência, um dos filhos chamou de Afonso, “o moço”, nome do tio. Este, morador de Lisboa, foi Fidalgo da Casa do Rei Dom Sebastião, a Coroa confirmou as Armas dos Torres, trazidas de Espanha, recebendo autorização para o uso delas, o que poderia ser feito à família, e prestou relevantes serviços ao soberano.

 

Outra corrente genealógica, que explica a origem do nome e da Família, assevera que os “Torres” derivam dos Reis de Navarra, que também eram senhores da Villardompardo, município da Província de Jahen. Os membros da Família eram senhores de muitas terras ”que continham torres” e, por causa disto, adotaram o apelido, que, usado por gerações, virou nome de família. Dom Pedro Ruiz de Torres seria o primeiro a adotar o nome espanhol.

 

O certo é que em 1528, Diogo de Torres e seu irmão Afonso de Torres, “o velho”, aqueles que saíram da Espanha e foram viver em Portugal, vieram para o Brasil. Afonso casou com a irmã da mulher de Diogo e o nome Torres gravou gerações através de séculos. A Genealogia escreve que, “através desses dois irmãos, a nobreza castelhana se instalou no Brasil, donde se originaram os dois ramos da sua linhagem: o português ‘Torres’ e a espanhola ‘Torrez’, este mais raro entre nós”. Por que “dois ramos”, se ambos, espanhóis, eram irmãos e eram “Torres”, a grafia lusa? Os dois aportaram juntos no mesmo ponto do litoral brasileiro? Não se sabe. Estudos de especialistas no Rio Grande do Norte indicam que Francisco Xavier Torres e Úrsula Córdula do Sacramento são tetravós paternos de José Augusto da Câmara Torres, meu pai. Francisco, nascido no final do século XVIII, deve pertencer, aproximadamente, à décima quinta geração de Diogo de Torres ou de Afonso de Torres, os dois espanhóis citados que chegaram ao Brasil em 1528, vindos de Portugal. José Augusto é descendente direto de um dos dois. De qual dos dois? A Genealogia ainda não esclareceu. No Nordeste do Brasil, especialmente no Rio Grande do Norte, e, em quase todo o País, encontramos, em maioria, o nome “Torres”, português, e não o espanhol “Torrez”, uma exceção.

 

Igualmente, nobre, como os Câmara e os Nóbrega – os Torres espalharam-se por todo o mundo. Antes em Espanha e Portugal, e desde que no Brasil chegaram, oferecem ao País personalidades de destaque em vários setores da vida nacional. Cito alguns:

 

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O primeiro e verdadeiro brasão

da Família Torres

(Imagem: www.zazzle.pt)

Joaquim José Rodrigues Torres - Visconde de Itaboraí (*Itaboraí, RJ, 1802 - †Rio de Janeiro, 1872) – Professor, Jornalista, Político. Doutor em Ciências Naturais e Matemática pela Universidade de Coimbra, aperfeiçoando-se em Paris. Professor da Academia Real Militar, exerce o Magistério até 1933. Ingressa na vida pública em 1931, então filiado ao Partido Liberal, acumulando, simultaneamente os Ministérios da Marinha e da Fazenda. Foi o político que mais vezes ocupou Ministérios no Segundo Reinado: seis vezes Ministro da Marinha; três vezes Ministro da Fazenda; Ministro da Guerra; além de Presidente do Conselho de Ministros de dois Gabinetes parlamentaristas, nos períodos 1852-3 e 1868-70. Neste último, ocupou, cumulativamente, a presidência do Banco do Brasil que também comandou em outra oportunidade, em 1832. Inspetor Geral da Instrução Pública. Elegeu-se Deputado Geral (Federal) e Senador do Império de Brasil, de 1844 a 1872, pela Corte e pelo Rio de Janeiro. Foi o primeiro Presidente da Província do Rio de Janeiro (Estado do Rio de Janeiro), instalando sua capital na Vila Real da Praia Grande em 1934, que, no ano seguinte, mudou o nome para Niterói. Na “Velha Província”, entre as suas inúmeras realizações, criou a Guarda Policial, atual Polícia Militar. Em 1854, recebeu o título nobiliárquico de Visconde. Possuía, também, o Título de Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul e pertencia ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. A sua bibliografia inclui, além das dezenas de Mensagens que dirigiu ao Parlamento, duas importantes obras que seduzem os pesquisadores: Propostas e relatórios 1859-52, Tipografia. Nacional, Rio de Janeiro; e Propostas e relatórios 1869-70. Tipografia Nacional, Rio de Janeiro. Esta última obra contém mapas e documentos preciosos.

 

Fernando Monteiro Torres (*Guaçuí, ES, 1927-†Rio de Janeiro, RJ, 2008) – Ator, diretor e produtor de Teatro e Televisão. Formou-se em Medicina, mas a sua paixão sempre foi era o Teatro, onde estreou como ator aos 22 anos com a peça A dama da Madrugada, de Alejandro Casona. Em 1952, casou-se com a consagrada atriz Fernanda Montenegro, com quem, em 1957, formou o famoso Teatro dos Sete, com Sérgio Brito, Italo Rossi e Gianni Ratto. Dois anos depois, recebeu o Prêmio de Diretor Revelação pela montagem de O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues. Como diretor, seu primeiro trabalho foi a montagem de Quartos Separados, de Philippe Bonnieres, com o Teatro Brasileiro de Comédia, em 1958. Atuou como ator em dezenas de peças teatrais, em treze novelas de TV e em vinte filmes. Dirigiu seis peças de teatro e uma telenovela. Morreu em casa, em Ipanema, Rio, vítima de enfisema pulmonar. O Teatro Municipal de Guaçuí tem o nome de Fernando Torres, em homenagem ao mais ilustre filho do Município, e, no seu salão principal são exibidas as assinaturas dele e da mulher, Fernanda Montenegro. O casal é pai de Fernanda Torres, atriz, e de Cláudio Torres, produtor e diretor de cinema e publicidade. No bairro de Tatuapé, na cidade de São Paulo, localiza-se o Teatro Fernando Torres. Em 2017, foi inaugurado em Ipanema, na confluência das ruas Alberto de Campos, Almirante Saddock de Sá e Joana Angélica, o Largo Fernando Torres, uma pracinha triangular com um quiosque de flores e um bar ao ar livre.