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Jornalista, escritor, editor e consultor cultural.

Na Cultura todo investimento é lucro

 

FICHA DE DEGUSTAÇÃO DE CACHAÇAS MARCELO CÂMARA

PRIMEIRO E ÚNICO LIVRO DO GÊNERO NO MUNDO

Degustação de cachaças
só com quem é mestre!

Descrição: 2º Curso foto MC

Foto: Bruno Lira

Conheça a excelência sensorial
da bebida brasileira.

Torne-se um degustador
que sabe o que diz
e prova o que fala.

Que “sabe” nos seus dois sentidos:
saboreia e conhece.
Que “prova” nos seus dois sentidos:
bebe um pouco e fundamenta o seu juízo.

 

Ficha de Degustação de Cachaças Marcelo Câmara

Criada, editada e utilizada por aquele
que é considerado internacionalmente
“o maior especialista em cachaças”,
o primeiro Degustador de Cachaças
a se profissionalizar no mundo.

Trata-se do primeiro instrumento cultural,
de um roteiro único, especialíssimo,
com base técnico-científica,
para você realizar, com segurança,
uma degustação consequente e eficaz.

Percorrendo todos os passos da Ficha
você avaliará cor/aparência, aroma e sabor
e concluirá se uma cachaça
tem excelência sensorial,
é mediana ou ruim,
de acordo com as normas e critérios sensoriais
criados por Marcelo Câmara.

A Ficha de Degustação de Cachaças Marcelo Câmara
é constituída de dezenas de quesitos críticos,
de submissão, análise e avaliação
de todos os elementos e características sensoriais
que irão construir um julgamento final sobre determinada marca.
Cada quesito é explicado e justificado tecnicamente,
trazendo as opções para que você escolha
a mais justa, fiel e acertada.
Um texto fácil, agradável e didático
orienta o leitor para o preenchimento da Ficha.

Você nunca mais vai beber uma pinga “mais ou menos” ou ruim.

Você só irá beber pingas de excelência sensorial:
de cor e aparência perfeitas,
aroma correto e sedutor,
sabor próprio, único, delicioso.

 

No primeiro semestre de 2017,
o lançamento, agora em livro,
pedagógico e didático, da 3ª edição da
Ficha de Degustação de Cachaças Marcelo Câmara



 

 

CACHAÇAS BEBENDO E APRENDENDO
– GUIA PRÁTICO DE DEGUSTAÇÃO
/ DRINKING AND LEARNING
– PRACTICAL GUIDE TO TASTING

 

O PRIMEIRO LIVRO DO MUNDO
SOBRE DEGUSTAÇÃO DE CACHAÇAS

(BILINGUE: PORT/INGLÊS)




Descrição: Capa do livro

(Mauad Editora, 192 p)

Compre este livro

Cachaças bebendo e aprendendo –
Guia prático de degustação

/ drinking and learning – Practical guide
to tasting

Preço: R$ 63,00
(frete incluído)

Compre através de depósito ou transferência no Banco do Brasil
em nome de Marcelo Câmara
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ou para o fax: 21-2523-5989.
No prazo médio de cinco dias,
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A obra

Cachaças bebendo e aprendendo – Guia prático de degustação (Mauad), de Marcelo Câmara, é o primeiro livro do mundo sobre degustação de cachaças. Obra de vanguarda, oferece, pela primeira vez, ao leitor, a arte e a técnica de degustar cachaças, todas as informações, dicas e segredos para quem quer conhecer as qualidades e virtudes sensoriais da bebida brasileira, para os que querem saber, com certeza, se uma cachaça tem ou não excelência na cor, no aroma e no sabor. O livro, ao apresentar os valores, conceitos e características de excelência de uma cachaça, ensina e convida o leitor a degustar com muita informação, inteligência e sensibilidade, a fim de que ele saiba mais, tenha mais sabor e mais prazer. Seguindo um roteiro de degustação passo a passo – da escolha da marca e do copo à avaliação final, passando pela percepção visual, olfativa e gustativa, por todos os seus sentidos – o leitor percorrerá, com segurança, um ritual capaz de revelar uma pinga maravilhosa, uma pinga de qualidade superior, uma pinga mediana e uma pinga ruim. A edição teve o apoio cultural da Cachaça Samanaú, de Caicó, RN.
Com quase duzentas páginas, belo formato portátil, cuidadosa edição bilíngüe (português/inglês), primoroso projeto gráfico e ricamente ilustrada com fotos coloridas – Cachaças bebendo e aprendendo contém “fichas de degustação” a serem preenchidas pelo leitor, sob a orientação do autor, considerando todos os aspectos sensoriais da cachaça e circunstâncias do ato cultural de degustar. Assim o leitor irá se exercitar na arte da degustação e aprender a julgar e selecionar o que beber, com sabedoria e prazer. Registrando as características e a sua avaliação sobre cada cachaça que degustar, o leitor desejará beber novamente as pingas de excelência sensorial e, jamais será levado a degustar as pingas que julgou “malditas”, terríveis, mal-cheirosas e vomitativas. Um ranking das melhores cachaças e outro das melhores cachaças envelhecidas, ambos construídos pelo autor e publicados pela revista Playboy em 2006, são reproduzidos no livro. A obra traz ainda, pela primeira vez, as originais, legítimas e centenárias receitas dos principais drinques brasileiros feitos à base de cachaça: a caipirinha, o caju-amigo, a batida de maracujá, a batida de limão, a cachaça com limão, e uma novidade: a Marcelina, um drinque que homenageia o autor. Caitriona Kavanagh e Geraldo Cantarino fizeram, em Londres, a versão para o inglês. A designer carioca Marcela Petersen assina o projeto gráfico e as fotografias são de Raimundo Melo e Bruno Lira.


O Autor


Marcelo Câmara, jornalista, escritor, editor e consultor cultural, foi o primeiro degustador de cachaças a se profissionalizar no mundo e o criador das normas e critérios sensoriais para degustação da bebida brasileira. Pingófilo (amante e bebedor da boa pinga) por mais de meio século e cachaçólogo (estudioso) há mais de quarenta anos, com dezenas de trabalhos publicados sobre o tema, ele é o autor de outro livro também de vanguarda, Cachaça - Prazer Brasileiro (Mauad), o primeiro dirigido ao mercado, ao consumidor real e potencial do destilado nacional. Marcelo idealizou, fundou e presidiu a Confraria do Copo Furado, pioneiro sodalício cultural que existiu no Rio de Janeiro, de 1994 a 1997, e que, reunindo degustadores de cachaça, divulgou e promoveu a cachaça internacionalmente como uma das mais belas expressões da Cultura e da História brasileira. Criou o slogan, o grito de paz da Confraria: "Unidos beberemos! Sozinhos também". É, também, o criador de diversos rituais e de um rico e bem humorado léxico da cachaça, como as palavras pingófilo, pingofilia, bota-gosto, decana, cananização, biritanicamente. Como cachaçólogo, com amplos e profundos conhecimentos técnico-científicos e vivências sobre o destilado nacional, presta consultoria a empresas, governos, instituições e eventos.

Foto: Bruno Lira
Descrição: foto_marcelo
Marcelo: mais de 50 anos de pingofilia militante.




Vem aí a segunda edição, revista e atualizada, do livro

Cachaça – Prazer Brasileiro

"Pequena Bíblia da cachaça",
este livro é para quem quer entrar no universo da pinga,
ter os conhecimentos básicos sobre esta bela expressão da Cultura Brasileira.
O primeiro livro sobre a bebida nacional dirigido aos apreciadores
e àqueles que querem se iniciar na arte de beber uma boa pinga.


Descrição: Capa do livro

Descrição: 4ª capa do livro


· Para saborear uma boa pinga é preciso escolher com sabedoria
e degustá-la com ternura, com todos os sentidos. A Cachaça nova, branca, fresca, é a verdadeira Cachaça. Com cheiro e gosto de cana, a Cachaça é uma das mais belas e autênticas expressões da Cultura Brasileira. A Cachaça tem em Paraty o seu mais tradicional e célebre centro produtor,
com mais de 400 anos de Cultura, Economia, Arte e Excelência.




A obra

A segunda edição, revista e atualizada de Cachaça - Prazer Brasileiro confirma a sua consagrada legenda de ser o primeiro guia prático do mundo sobre a bebida. E de informar o consumidor sobre as origens e os tipos de Cachaça, os modos de fabricação e a realidade da produção, bem como orienta sobre como identificar, criticar, escolher, e beber a genuína pinga, listando, inclusive, as seis principais maneiras de o produtor enganar o consumidor. Consolida o conceito de Excelência Sensorial da Cachaça, criado pelo Autor, bem como divulga a Classificação de Cachaças Marcelo Câmara.
O livro é uma cartilha com informações básicas e atualizadas sobre a Cachaça, sua História, Economia e Sociologia. Ao mesmo tempo, o livro é uma bússola a orientar e a ensinar apreciadores e ignorantes no assunto: como comprar uma Cachaça de Excelência Sensorial e degustá-la com sabedoria e prazer.
A obra contém informações sobre o lugar e importância da Cachaça na Sociedade, na História
e na Cultura Brasileira; o seu suposto poder afrodisíaco; os bota-gostos que se harmonizam com a bebida; uma análise crítica dos falsas visões e considerações sobre a Cachaça e os preconceitos contra a bebida; as melhores Cachaças do mundo, que constam nos Rankings do Autor, no momento da segunda edição da obra; uma lista com centenas sinônimos da palavra "cachaça"; as receitas básicas, tradicionais, centenárias, de coqueteis e batidas à base de Cachaça, além de uma batida paratyense
de limão, simultaneamente, singela, sofisticada e única.

O Autor

Cachaçólogo (estudioso e pesquisador da cachaça), Pingófilo (bebedor e amante da boa pinga) por mais de cinquenta anos, único Degustador Profissional de Cachaças em atividade regular no mercado,
Marcelo Câmara já publicou outros livros e centenas de trabalhos sobre o universo sócio-antropológico e econômico da Cachaça e estabeleceu, pela primeira vez, as normas e critérios sensoriais para a degustação da bebida. Essas qualificações e experiências o credenciaram a produzir a obra.
MARCELO CÂMARA herdou do pai, o jornalista, educador, advogado e político Câmara Torres
(1917-1998), a paixão pela pinga, e, também, do mais ilustre membro da sua família, o maior dos Cachaçólogos, o sociólogo, antropólogo, historiador e folclorista, o genial Prof. Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Natural de Angra dos Reis, RJ (1950), o seu amor por Paraty, o mais tradicional centro produtor e de excelência da bebida, inicia-se na infância, quando vive longos períodos na cidade, convive com sua Gente e a sua Cultura, passando a publicar, desde a juventude e regularmente, acerca do Município Monumento Nacional. Desde 1994, presta, no universo da Cachaça, ampla e diversificada Consultoria sobre a bebida a empresas, governos, instituições, públicas e privadas, a personalidades
e eventos, além de ministrar cursos, conferências, palestras, participar de workshopps,
e dirigir Sessões de Degustação de Cachaças em todo o País.

 

Para adquirir este livro visite as melhores livrarias do País
ou entre em contato com a Mauad X Editora
acessando a página

http://mauad.com.br/




 

CAMINHOS CRUZADOS
A VIDA E A MÚSICA DE NEWTON MENDONÇA


Tudo sobre o mais importante compositor da Bossa Nova
e a parceria New-Tom, a principal dupla da estética dos Anos 1950.


A única biografia do pianista de vanguarda e genial compositor,
criador, com Tom Jobim, de Desafinado, Samba de uma nota só, Meditação,
Discussão, Caminhos Cruzados, Só saudade, Foi a noite, O domingo azul do mar,
entre outros clássicos, hinos da Bossa Nova.

A vida, a obra e o tempo de Newton Mendonça,
o primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim.

Prefácio de Roberto Menescal

Descrição: Capa do livro
(Mauad Editora, 155 p)


Compre este livro


Caminhos cruzados – a vida e a música de Newton Mendonça

Preço: R$ 74,00
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Livro sobre Newton Mendonça
corrige a história e informa a mídia

Fim do mistério. Decifrado o maior enigma da MPB. Está nas livrarias, de todo o País, numa iniciativa ousada da Mauad Editora, o primeiro livro sobre o pianista, compositor e poeta Newton Mendonça (1927-1960), um dos maiores e mais geniais criadores da Música Brasileira, o mais importante compositor da Bossa Nova, primeiro e fundamental parceiro de Antonio Carlos Jobim. Caminhos cruzados - a vida e a música de Newton Mendonça é o primeiro livro do gênero a reunir, num só volume, uma extensa biografia crítica de um compositor e toda a sua obra musical. Em 2001, quarenta e um anos da morte de Newton Mendonça, o lançamento do livro corrigiu a história, informou a mídia e fez justiça, colocando o artista no lugar que sempre deveria estar: entre os grandes compositores da Música Popular Brasileira.

Newton Mendonça é o compositor, entre outros, de clássicos como Desafinado, Samba de uma nota só (a segunda música brasileira mais executada no mundo), Meditação, hits internacionais, todos em parceria com Tom Jobim, além de dezenas de outras composições de autoria exclusiva de Newton que Marcelo Câmara revela no livro. Newton, quando partiu, aos 33 anos, deixou 35 (oito criações exclusivas e duas com Tom se perderam). Restaram: 19 músicas de sua autoria solitária: sambas, choros, canções, sambas-canções e marchinhas de carnaval (onze continuam inéditas) e 15 músicas com Tom Jobim (treze gravadas, duas inéditas) e 1 música com Fernando Lobo. O livro mereceu as melhores críticas da mídia nacional e elogios de estudiosos da Música Brasileira nos Estados Unidos e Europa.

ESCÂNDALO

O jornalista, ensaísta e consultor cultural Marcelo Câmara, que pesquisa a vida e a obra do compositor desde 1996, é o realizador de toda a pesquisa e o autor da biografia que constrói a obra. Para ele, Caminhos Cruzados, ao contar, pela primeira vez, a vida de Newton Mendonça, tratar do seu tempo e interpretar, estética e historicamente, a sua obra, e, ainda, ao revelar a sua produção musical, exclusiva e em parceria, "é um escândalo, no sentido positivo". Ele explica: "O livro destrói uma série de mentiras e invencionices, cristalizadas como 'verdades' na História da MPB, que tentaram omitir, reduzir e corromper a importância do compositor na música brasileira, o mais importante compositor da Bossa Nova". Segundo Câmara, "esses atentados à verdade histórica, a Newton e à sua arte, como, por exemplo, a tentativa de desconhecê-lo como grande músico e compositor de vanguarda, ou de identificá-lo como 'letrista do Tom' - condição que nunca existiu - são resultado da ignorância e da preguiça intelectual de alguns historiadores, cronistas e críticos de má-fé, despreparados, que agem criminosamente, reproduzindo falsos bordões inconsistentes". Nunca houve um "letrista do Newton" ou um "letrista do Tom". Os dois, pianistas e compositores se revezavam no teclado e repartiam música, letra e o banco do piano. Apoiado em rigorosa pesquisa documental e em dezenas de depoimentos, processados em acurado estudo, o biógrafo apresenta Newton Mendonça e a sua música, questiona várias teses e fatos da Bossa Nova, há décadas repetidos, reescrevendo parte da história do movimento, bem como da MPB.

Na biografia A vida, a obra e o tempo de Newton Mendonça, que constrói o livro e ocupa a maior parte do volume, Marcelo Câmara percorre a breve e fértil trajetória do menino pobre, tímido, órfão de pai, que compôs clássicos como Samba de uma nota só, Desafinado, Meditação, Discussão, Caminhos cruzados, Foi a noite, Só saudade, O domingo azul do mar, entre outros, em parceria com Tom Jobim. Na segunda parte do volume, numa espécie de apêndice, as partituras da obra musical de Newton, revelando as belíssimas composições de autoria exclusiva, a maioria inédita, bem como todas aquelas feitas em parceria com Tom Jobim, duas dessas também inéditas. No livro estão trinta partituras musicais, descobertas pelo biógrafo até o lançamento da obra. Marcelo Câmara, prosseguindo nas suas pesquisas, revela que, além de fazer novas e importantes descobertas biográficas, está próximo das melodias restantes, esquecidas ou perdidas, e sem registro, já possuindo as partituras de três novas composições de autoria exclusiva de Newton, que não estão no livro. Atualmente, Marcelo Câmara prepara um livro de ensaios sobre a "história real" da Bossa Nova, que desmonta o que o pesquisador chama de "história oficial" que povoa a mídia e a maioria dos livros sobre aquela estética. Nesse trabalho, notícias surpreendentes, revelações inéditas e críticas sobre a obra de Newton Mendonça que, certamente, garante o pesquisador, terão repercussão internacional.


CD
CRIS DELANNO CANTA NEWTON MENDONÇA

 

Descrição: capa_nikita2



Compre este CD

Cris Delanno canta Newton Mendonça

Preço: R$ 55,00
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NEWTON MENDONÇA EM CD


O jornalista, escritor e consultor cultural Marcelo Câmara idealizou e produziu, em 2002, o CD Caminhos cruzados – Cris Delanno canta Newton Mendonça (Ilha Verde), único álbum dedicado ao pianista de vanguarda e genial compositor Newton Mendonça (1927-1960), “o mais importante da Bossa Nova”, trazendo parte da obra de autoria exclusiva e inédita do artista. Criador de clássicos universais como Desafinado, Samba de uma nota só e Meditação, em parceria com Antonio Carlos Jobim, com que formou a principal dupla da Bossa Nova, Newton Mendonça é compositor de uma obra pequena, proporcional ao tempo que ele viveu, porém fundamental e importantíssima para a Música Popular Brasileira. Ele é o compositor, também, com Tom Jobim, de clássicos como Discussão, Foi a noite, Caminhos cruzados, Só saudade e Azul da cor do mar. O álbum apresenta 14 músicas, sendo: sete composições solitárias de Newton; seis quase desconhecidas, em parceria com o seu primeiro e fundamental parceiro Tom Jobim; e uma com Fernando Lobo. Sob a direção artística e com arranjos de Roberto Menescal, Cris Delanno, uma das nossas maiores cantoras, em interpretações impecáveis, revela canções de grande beleza, onde são identificadas algumas fontes e matrizes da Bossa Nova e da Música Popular Brasileira que se construiu a partir da década de sessenta. O lançamento foi considerado, pelo seu valor de atualização histórica e alto significado cultural, um dos mais importantes fatos da Música Popular Brasileira dos últimos quarenta anos. O crítico e historiador Tárik de Souza elegeu o CD como um dos melhores do ano de 2001.

Marcelo Câmara, autor do livro Caminhos cruzados – a vida e a música de Newton Mendonça (Mauad), foi o responsável pela concepção, pesquisa e produção executiva do disco, assinando, ainda, os textos do livreto que acompanha o CD. A produção musical coube a Roberto Menescal, que, à frente de um grupo de excelentes músicos, toca violão e guitarra em todas as faixas. Os arranjos dos metais ficaram a cargo de Flávio Mendes. Em 2003, a Ilha Verde, empresa produtora de propriedade de Câmara, licenciou o CD para a Nikita Music, que o lançou no mercado nacional, com o título Cris Delanno canta Newton Mendonça, sendo comercializado em todo o País, por dois anos, até 2005. Apesar da excelência e alto valor artístico-cultural do álbum, raro e único registro da obra exclusiva de Newton, Marcelo Câmara não encontrou qualquer apoio público ou privado para viabilizar o show, escrito por ele, que sob sua direção, divulgaria o disco, espetáculo que seria apresentado por Cris Delanno, Roberto Menescal e os músicos que participaram do CD. Marcelo explica que “essa impossibilidade não foi surpresa para ele, porque nunca houve e não há interesse de produtores e patrocinadores em investir em Newton Mendonça, um artista que contraria e destrói uma famigerada e calhorda ‘história oficial da Bossa Nova’, cheia de ficções e mentiras, divulgada e cultuada pela mídia e pelas editoras”. Morto repentinamente em 1960, aos 33 anos, Newton Mendonça, somente em abril de 2008, mereceu, pela primeira vez, numa iniciativa profissional e comercial, um espetáculo mostrando as verdades sobre a sua vida e a sua preciosa obra. O show de uma hora e meia, realizado numa boate, para menos de uma centena de pessoas, aconteceu no Vinicius Show Bar, em Ipanema, “o templo da Bossa Nova”, com o show Caminhos cruzados – a música de Newton Mendonça, estrelado pelo cantor e compositor Alan Vergueiro, sobrinho de Newton, com roteiro, texto, direção e produção de Marcelo Câmara (veja página Notícias deste site).

Das sete composições de Tom Jobim que possuem mais de dois milhões de execuções em todo o mundo, três foram feitas em parceria com Newton Mendonça (Desafinado, Samba de uma nota só e Meditação); uma tem parceria com Vinicius de Moraes (Garota de Ipanema); e as três restantes são de autoria exclusiva de Tom (Wave, Águas de março e Insensatez). Todas as quinze composições da dupla New-Tom foram feitas a quatro mãos, música e letra: Newton e Tom fizeram música, Newton e Tom fizeram música. A única exceção, segundo Marcelo Câmara, é o Samba de uma nota só, cuja primeira parte completa, música e letra, foi criação de Newton em 1954, e a segunda parte, música e letra, os dois fizeram em 1958. A grande notícia das recentes pesquisas de Marcelo Câmara foi a descoberta, documentada, de que toda a melodia de Meditação foi feita exclusivamente por Newton Mendonça, e a letra foi escrita exclusivamente por Tom Jobim. A revelação em detalhes estará em um dos ensaios da próxima obra do pesquisador sobre a Bossa Nova.

Repertório desconhecido

Marcelo Câmara estuda e publica sobre Newton Mendonça desde 1996. Depois da biografia crítica do compositor, lançada em maio de 2001, que trouxe informações e teses que desmontam a chamada “história oficial da Bossa Nova”, o pesquisador produziu o CD com músicas raras e inéditas de Newton Mendonça. A rigor, das sete músicas de autoria exclusiva de Newton, duas têm registros pela primeira vez - O mar apagou e Verdadeiro amor - e cinco mereceram gravações anteriores: Nuvem, Canção do Pescador, Canção do azul, Seu amor você e O tempo não desfaz. Estas, porém, constaram em discos de tiragem reduzida, pouco divulgados, no final dos anos cinqüenta e início dos sessenta e, hoje, são raridades de colecionadores, permanecendo inéditas para o público. Completam o repertório a brilhante Você morreu p’ra mim, parceria com Fernando Lobo, lançada em 1952, e mais seis jóias da parceria New-Tom: a célebre Caminhos cruzados, que deu título ao CD, a emblemática Só saudade, e, ainda, Brigas, O domingo azul do mar, Incerteza e Teu castigo, quatro preciosas composições quase desconhecidas da dupla.

Newton Mendonça é um compositor de uma obra importantíssima para a Música Popular Brasileira, especialmente em relação aos passos que foram dados logo após a sua morte, a 22 de novembro de 1960. Era a consolidação do movimento e estética da qual ele foi um dos mestres, na opinião de Marcelo Câmara, “o principal compositor”: a Bossa Nova. Newton deixou 35 composições - sambas, sambas-canções, choros, canções e marchinhas de Carnaval. Destas, 19 são de sua autoria exclusiva. Marcelo Câmara explica que o critério de seleção do repertório pretendeu apresentar não o compositor dos hits internacionais Desafinado, Samba de uma nota só e Meditação, ou das matrizes como Foi a noite ou Discussão, que ele fez com Tom Jobim, mas o genial criador, o pianista ousado, o compositor de vanguarda de belas canções que ele criou solitariamente, sem o seu parceiro quase único. O trabalho de Menescal se baseou nas pesquisas de Câmara, que alcançaram os registros originais em discos de 78 rotações, o acervo e depoimentos da família Mendonça, discotecas particulares e de museus, bem como gravações de Fernando Mendonça, filho de Newton, músico e compositor falecido em 1999, de enfarte, aos 40 anos. Sob a batuta de Roberto Menescal, estão Adriano Souza (piano e teclado), Adriano Giffoni (contrabaixo), Marcio Bahia (bateria e percussão), Sérgio Galvão (saxofone), Dumdum (trompete e flugel) e Bira (trombone).

Música contemporânea

”Original, primoroso, perturbador” – assim Marcelo Câmara qualifica Newton Mendonça, “um artista iluminado que ousou com suas criações revolucionárias, um grande melodista, construtor de harmonias surpreendentes e de soluções rítmicas inusitadas para a época, a segunda metade dos anos cinqüenta”. Segundo o crítico, Newton faleceu ainda moço, sem ver sua obra gravada, nem o sucesso internacional da Bossa Nova. “Newton e Tom, juntos e separados, entre outros, criaram e ousaram antes do estilo sintetizar-se e sistematizar-se, emblematicamente, na batida do violão e na voz de João Gilberto”, avalia.

“Quem ouvir as quatorze músicas do CD, todas compostas até 1960, irá constatar que Newton Mendonça foi, sem dúvida, uma vanguarda na Música Popular Brasileira do seu tempo. E mais: o ouvinte irá verificar que a excelência e a novidade permanente de sua música, atualizada nos arranjos de Menescal, fazem com que o ipanemense Newton Mendonça continue sendo um compositor surpreendente, contemporâneo, artista de uma obra eterna” – explica Marcelo Câmara. Para ele, “Caminhos cruzados é um CD que, em função do seu repertório e do tratamento dado pelo Menescal e pela Cris, já nasce clássico”.

Um registro histórico importante está na regravação de Canção do Pescador, composição de Newton Mendonça, que vence, em dezembro de 1960, a Festa da Música Popular, no Guarujá, SP, promovido pela TV Record, primeiro festival de MPB de âmbito nacional realizado no País. Mas Newton havia morrido doze dias antes. No livreto ilustrado e colorido que acompanha o CD, editado com paisagens de Ipanema, as raríssimas fotos de Newton, uma cronologia da sua vida e obra, a história e a letra de cada música, e os comentários de Marcelo Câmara sobre as faixas do disco.




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