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Jornalista, escritor, editor e consultor cultural.

Na Cultura todo investimento é lucro

 



Paraty, a terra da cachaça.

Paraty
    Foto: www.explorerdive.com.br


Paraty
     Criação de Marcelo Câmara
     sobre desenho de Patrícia Sada
     do livro Paraty - Traçados de um Centro Histórico

Paraty é um dos mais belos e fascinantes sítios da Terra. Cidade do mar, lugar de sonhar, de criar e de amar, possui o mais harmonioso e perfeito conjunto arquitetônico colonial do País, uma esplêndida História social e econômica, uma Cultura Popular exuberante, tesouros que a sua Gente preserva e cultua com amor e orgulho. Em 1945, o seu Sítio Histórico foi considerado Monumento Estadual; em 1958, o Centro Histórico foi inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do Instituto Histórico e Artístico Nacional; e em 1966, o município inteiro foi convertido em Município Monumento Nacional. Atualmente, Paraty está às vésperas de ser considerado pela Unesco, Patrimônio Cultural da Humanidade. Além do precioso e único patrimônio arquitetônico-urbanístico do Centro Histórico, Paraty possui uma deslumbrante baía, um litoral belíssimo com 50 ilhas e 44 praias. Dois terços do seu território é formado de Mata Atlântica intacta, transformados em parques nacionais, áreas de proteção ambiental e reservas ecológicas. Nelas, trilhas históricas, cachoeiras, santuários marinhos, paisagens edênicas. Um rico e variado calendário de eventos culturais movimenta Paraty durante todo o ano, atraindo milhares de brasileiros e turistas de todo o mundo. Construída ao nível do mar, no início do século XVII, Paraty foi a primeira cidade planejada do Brasil. Primeira, também, a conquistar a sua emancipação política através de uma revolta popular (1660-7). E, ainda, a primeira a ter um código de posturas urbanas (1803). Porto e porta do antigo Caminho do Ouro nos séculos XVII e XVIII, acesso dos colonizadores, dos que procuravam os metais preciosos e por onde saía toda a riqueza do interior do Brasil, Paraty é o mais tradicional e célebre centro produtor de cachaça do mundo, exibindo cerca de 450 anos de cultura, arte e excelência na fabricação da melhor pinga artesanal. Na segunda metade do século XVI, Paraty já produzia cachaça e, logo depois de 1600, a palavra "paraty" já era sinônimo, em todo o mundo, não apenas de "cachaça", mas de "aguardente de cana-de-açúcar de qualidade superior", valendo, no mínimo, o dobro do preço das outras cachaças fabricadas na Colônia. A cachaça de Paraty foi moeda para comprar escravos, transacionar ouro, pedras preciosas e café, além de ser bebida requintada nas mesas das elites. Em 1777, Paraty possuía 70 engenhos de cachaça; na década de 1790, contava com 100 fábricas de aguardente; em 1846, estavam registrados junto ao fisco 64 senhores de engenhos de aguardente, a maioria deles com mais de um alambique em funcionamento; em 1863, Paraty somava 150 fábricas de destilação. Hoje, apenas seis engenhos estão em atividade em Paraty, produzindo a melhor pinga que existe. O regime e o processo artesanais de fabricação da cachaça paratyense não admite interferência de nenhum produto químico artificial, nenhuma ação que acelere ou retarde os processos naturais de transformação do caldo da cana-de-açúcar. Tudo acontece no tempo certo, no ritmo da vida. Artesanal do plantio da cana ao envelhecimento da pinga, em Paraty, o processo de produção artesanal é maximizado, é levado às últimas conseqüências. Com mais de quatro séculos de tradição continuada, a fabricação artesanal da cachaça paratyense atinge a mais radical pureza e ortodoxia, chegando às raias do sagrado. Nenhuma substância, elemento ou procedimento estranho ao universo rural e telúrico do engenho é admitido. Alquimia, mística, magia, segredos, uma delicada tecnologia artesanal é transmitida de pai para filho, de geração a geração, confirmada e aperfeiçoada pela pesquisa científica contemporânea. A Cachaça de Paraty recebeu, em 2007, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI - o Certificado de Indicação Geográfica - IG, na modalidade Indicação de Procedência - IP. Isto é, o direito exclusivo de somente as pingas fabricadas no município exibirem em seus rótulos um selo com a indicação: "Cachaça de Paraty", seguida da expressão "Indicação de Procedência". Somente as cachaças fabricadas em Paraty podem usar o nome geográfico "Paraty" em seus rótulos. O registro, o primeiro concedido pelo INPI a uma cachaça, consagrou mais de quatrocentos anos de história de uma bebida que antes de se chamar "cachaça" foi chamada de "paraty", quando já era a melhor quanto à excelência sensorial. Ainda hoje, a Cachaça de Paraty continua única, insuperável, sem similares, sendo feita artesanalmente com os mesmos fundamentos e segredos exclusivos e invioláveis que fazem dela um produto diferenciado na cor, no aroma e no sabor. Há mais de quatro séculos, a bebida denominada "paraty" gera riqueza, arte, beleza, é centro difusor e polarizador de Cultura nas suas mais diversas áreas e expressões. A Indicação de Procedência da Cachaça de Paraty a distingue de outras cachaças. Mais que uma impressão digital, é uma carteira de identidade para o produto, proclamando a sua origem, o lugar onde ela é feita. Com ela, a Cachaça de Paraty tenta se proteger das fraudes, garante e aumenta o seu valor agregado. A ela está conferido um diferencial de mercado, em função das características e da cultura própria do seu local de origem, preservando-se as suas belíssimas particularidades. A IP também incentiva novos investimentos, elevando o padrão tecnológico dos engenhos, multiplicando os empregos e favorecendo o Turismo. Paraty sempre se distinguiu pela qualidade insuperável, jamais pela quantidade, pela grande produção. E Paraty continua, com uma modesta produção de 300 mil litros anuais, a fabricar a melhor cachaça do mundo, cachaça de caráter, primorosa, quimicamente perfeita, de aroma rústico e sedutor, sabor pleno e inigualável. (Leia mais sobre a IP da Cachaça de Paraty, clicando aqui)




Cachaça Coqueiro
de Paraty, RJ
P'ra quem sabe


Rótulo           Rótulo






Selo Coqueiro


"A melhor pinga: sedutora no aroma, sabor pleno, um prazer inigualável."
Marcelo Câmara






Rótulo
Dona Santa: a Corrêa que se tornou matriarca dos Mello.
(Acervo da Família Mello)
Rótulo
O grande mestre alambiqueiro Antônio Mello moendo
cana no Engenho da Boa Vista (Acervo da Família Mello)
Por que a Coqueiro é a melhor?                                        
Quem faz a Coqueiro?

A Coqueiro é fabricada por Eduardo Mello, o Eduardinho, na minha opinião, o melhor alambiqueiro em atividade no País, aquele que sabe fazer a melhor cachaça. Por quê? Porque Eduardinho, além dos seus talentos, é filho da quituteira Coletta Bertino Vasconcellos Mello e do mestre alambiqueiro Antônio Mello (*1921 - †1994), neto de outro bamba do alambique, José Mello, criador de pingas célebres, marido da Dona Santa, Maria Emília Corrêa de Mello. Esta era filha do alferes e comendador Domingos Feliciano Corrêa, o legendário consolidador e modernizador, no final do século XIX, da Fazenda Boa Vista, a bicentenária Fazenda do Engenho, onde a paratiense Júlia Mann, mãe do genial Thomas Mann, viveu a primeira infância. Os ancestrais dos Mello são fazedores de pinga em Paraty desde o século XVIII. Eduardinho é o primogênito dos Mello, herdeiro e detentor das artes, de toda a sabedoria que os Mello acumulou em mais de trezentos anos de alambicadas, ciência que ama, preserva e desenvolve com responsabilidade atávica. Estudioso, disciplinado, dedicadíssimo ao belo ofício de fermentar e destilar o "espírito" da cana, de inventar divina cachaça, Eduardinho nasceu e cresceu no vetusto solar da Boa Vista, à beira-mar, pescando e caçando, correndo na casa sobradada e pelo engenho térreo, ouvindo as conversas dos destiladores, aprendendo, com o pai, os segredos e mistérios da fermentação natural e mágica da cana, o processo lento e correto, a alambicagem certa e exata, no ritmo da vida e das marés à porta do engenho, na música dos pássaros da Mata Atlântica. Atualmente, o alambiqueiro Eduardo Mello é quem melhor personaliza o modo paratyense de fazer cachaça. Nele estão sintetizados 450 anos de tradição e excelência. A marca Coqueiro foi adquirida por Eduardinho, na década de 1980, de Ormindo M. Brasil. Eduardinho não só manteve a excelência da Coqueiro, mas a elevou ainda mais, aperfeiçoando a sua química, mantendo o seu perfume e sabor inigualáveis.
Marcelo Câmara


Rótulo
A legendária sede da Fazenda da Boa Vista, casa do Século
XVIII, do Comendador Domingos Feliciano Corrêa.
(Acervo da Família Mello)
Rótulo
O arquiteto Eduardo Calegario Mello, Dudu,
primogênito de Eduardinho e Ângela,
futuro herdeiro na arte de fazer cachaça, abraça o pai,
fabricante da Coqueiro. (Acervo da Família Mello)

Cada
Coqueiro
é uma obra de arte.

Uma emoção, um prazer para cada momento.

A Coqueiro é a "Cachaça do Brasil", uma autêntica e legítima "Paraty", uma "Cachaça de Paraty": puríssima, primorosa, perfeita. Uma sabedoria, ciência, arte, técnica com mais de quatrocentos anos. Artesanal, telúrica, atávica. Solar, tropical, sensualíssima. Cristalina, translúcida, brilhante. Cheiro de cana, de cana pisada pelo burro, remete a memória olfativa do degustador ao ambiente do engenho, à rapadura, ao melado, ao manuê de bacia, bolo caseiro feito com melado. Gosto de cana, só de cana, apenas e plenamente cana. São cinco os tipos da Coqueiro, cinco obras de arte: Tradicional, Azulada, Prata, Envelhecida e Ouro Premium.

A Coqueiro Tradicional (44%vol) é a "Cachaça pessoalmente", nova, branca, crua, fresca. Uma Cachaça solar. Eis a minha cachaça preferida. A bebida da minha infância, juventude, da minha vida inteira. Ela não foi armazenada, não "descansou", em recipiente de madeira. Dias ou poucas semanas após ter nascido, ter pingado na ponta do alambique, foi engarrafada. Cor, aparência, aroma, textura e gosto da verdadeira e secular "paraty", aperitivante, extraordinária, rústica, insuperável Cachaça de Excelência Sensorial desde o do Século XVII. Máxima exuberância sensorial. Ideal para a Caipirinha, a Marcelina, batidas de frutas e outros drinques à base de Cachaça.

A Coqueiro Azulada (45%vol) é a mesma "paraty" Tradicional, com todos os seus atributos, singulares, exclusivos. Em Paraty inventada no Setecentos, na Capital do País foi premiada no início do Século XX. No mundo, admirada e cobiçada desde sempre. A fervura da panela e os vapores do alambique receberam as folhas da tangerina, que fizeram as linhas, tons e perfis anilados, miríades do céu da Baía da Ilha Grande, percebidos quando a garrafa é colocada contra a luz natural.

A Coqueiro Prata (44%vol), para muitos, é a sublimação da Tradicional, da verdadeira Cachaça. Apenas armazenada, "descansada", por um período mínimo de um ano numa madeira quase neutra, o amendoim, a mais nobre das madeiras para a Cachaça repousar, em tonéis com capacidade superior a setecentos litros. A Prata continua branca, transparente. Apenas foram divinamente assentadas, acentuadas, as suas edênicas virtudes originais de cor, aparência, aroma e sabor.

A Coqueiro Envelhecida (44%vol) exibe, no mínimo, em cinquenta por cento do seu conteúdo, as características organolépticas - de cor, aroma e sabor - da Cachaça modificada após um prazo mínimo de um ano em toneis do secular carvalho europeu, "tropicalizados", ou seja, adaptados às nossas condições, curtidos, com capacidade de até setecentos litros, e que hospedam, há décadas, exclusivamente Cachaça. Uma bebida mais leve, menos ácida. Na condição de Cachaça corretamente envelhecida, nela prevalece o aroma e gosto primevos e fundamentais da cana.

A Coqueiro Ouro é uma Cachaça Premium (44%vol). Os assentamentos sensoriais promovidos pelo amendoim e as alterações daquele carvalho “tropicalizado” são maximizados na arte do envelhecimento pleno. Cem por cento do seu conteúdo foi envelhecido em barris de carvalho até setecentos litros, lacrados, por um período mínimo de três anos. Depois de se robustecer por mais de doze meses na nobreza tupinambá do amendoim, a Coqueiro Ouro Premium sacraliza-se por mais três anos no carvalho. O resultado é uma Cachaça supimpa, madura, sofisticada e elegante, delicada, tenra, digestiva, um toque adocicado, decorrente dos taninos do carvalho. Uma Cachaça destinada a ocasiões especiais. De graduação mais baixa, uma pinga mais macia, mais leve, com menos acidez, perfume e gosto de cana, sensualíssima, forjada na austeridade do amendoim e na personalidade do carvalho europeu domesticado no engenho brasílico. Entretanto, a madeira é apenas um tempero e não se transforma em aroma e sabor dominantes. O aroma e o gosto da cana, do bagaço de cana, que identificam e qualificam a Cachaça, permanecem soberanos, agora tangidos pelo toque sutil e perfeito do carvalho, sentidos ao se aspirar a pinga e, ao final do gole, ao degustá-la. A natureza e a essência, a alma da Cachaça continua intacta. A cana domina sensorialmente a bebida.

A Coqueiro Tradicional, a Coqueiro Azulada e a Coqueiro Prata são Cachaças para os que amam Cachaça sem adjetivos. Aperitivos, abrideiras, estimulantes, o Povo diz que elas são ideais "p'ra abrir o apetite" ou "p'ra saudar, homenagear, celebrar, festejar". A Coqueiro Envelhecida e a Coqueiro Ouro Premium são Cachaças para alimentar e sustentar a reflexão, o sonho e o diálogo. Como diz o bom pingófilo: "Não é Cachaça p'ra beber. É pinga p'ra conversar". Segundo o meu amigo alambiqueiro Orlando Kemp Cavalcanti, as primeiras "são moças virgens, luminosas, ávidas, ardentes, cantantes, que correm e bailam pelos campos". Já estas últimas "são senhoras requintadas, serenas, comedidas, de gestos finos e elegantes, que falam baixo e sorriem discretamente em recintos fechados".
Marcelo Câmara



Peça a Coqueiro nos seus cinco tipos
Tradicional, Azulada, Prata, Envelhecida e Ouro Premium -
e as suas variações compostas:
• Licor de ervas aromáticas fino ou Caramelada - cachaça nova misturada ao melado, cravo, canela e gengibre (26%vol)
• Licor de cravo e canela fino ou Gabriela – cachaça nova misturada ao cravo, canela e calda de açúcar (27%vol)
• Licor de banana fino - cachaça nova em infusão com banana, cravo, canela, gengibre e calda de açúcar (30%vol)
• Licor de abacaxi seco - cachaça nova em infusão com abacaxi e calda de açúcar (32%vol)
no endereço: emello@gmail.com
ou pelos tels. 24-7834-0651 e 24-3371-1321 e 24-3371-0016.






                                                                            Foto: Bruno Lira

Para Marcelo, Corisco e Coqueiro
são as melhores cachaças do mundo.



   Cachaça Corisco
de Paraty, RJ
Cachaça de verdade



Rótulo
Uma das melhores pingas do mundo
Rótulo
Mestre Aníbal: honestidade e dedicação.
(Foto Jornal do Brasil)

"Pinga pura, forte, deliciosa, a Corisco é marcante como um grande e verdadeiro amor."     
Marcelo Câmara      




UMA HISTÓRIA DE AMOR E SABOR

Corisco é outra cachaça de Paraty, de excelência sensorial, do mesmo nível que a Coqueiro. Ela surgiu na década de 1950, do artesanato de Werneck Aquino de Barros, morto por volta de 1990. Em 1977, Aníbal Gama (*12.9.1932 - †18.12.2007) adquiriu a marca de Werneck e passou a produzi-la, restabelecendo a tradição alambiqueira de uma família que fabrica cachaça desde o Século XVIII, assim como os Corrêa e os Alvarenga, ancestrais dos Mello na cadeia hereditária e consangüínea da pinga de Paraty. Aníbal era filho de Otávio Gama (*16.9.1880 - †19.12.1962) e da sua segunda mulher, a saudosa Dona Filhinha, Maria dos Remédios da Silva Gama. Otávio Gama foi o patriarca de nobre clã, cidadão honorabilíssimo, meu primeiro amigo em Paraty, uma bela e grande amizade que se iniciou em 1954, eu com quatro anos, ele com setenta e quatro. Otávio, pai de mais de duas dezenas de filhos, fora alambiqueiro na legendária Fazenda Graúna na década de 1930, onde se produziram duas célebres cachaças de Paraty, ambas desaparecidas na década de 1960: Graúna e Labareda. Sob as bênçãos do amigo Antônio Mello, Aníbal Gama preservou a tradição e a qualidade da Corisco, reinventou-a, consolidando, definitivamente, a sua excelência, como uma das mais preciosas pingas do mundo. Aníbal era um artesão que primava pela honestidade, competência e dedicação, da moagem ao destilo. Fabricada no Sítio do Corisco, a quinze minutos do Centro Histórico de Paraty, a Destilaria Corisco de Paraty Ltda. mantém uma qualificada produção anual de apenas 100 mil litros, vendida quase toda no município de Paraty. Com a partida de Aníbal, dois dos seus quatro filhos com Maria da Glória, o substituíram na arte de fazer cachaça. Luiz Gama, herdeiro da sabedoria centenária dos Gama, passou a destilar com o mesmo primor e dedicação do seu amado pai, o mestre Aníbal, que lhe ensinou o ofício. E o seu irmão, Cláudio Gama, continuou responsável pela comercialização do produto. Pinga forte, deliciosa, de sabor rústico, marcante, aroma selvagem de pura cana, a Corisco, ao lado da Coqueiro, está no topo das poucas e raríssimas marcas de cachaça com excelência sensorial.
Marcelo Câmara




Werneck Aquino de Barros, criador da Corisco,
ao lado de uma prensa de farinha, na sua fazenda
em Paraty. (Foto Fernando Lemos Jr.)




Peça a Corisco nos seus tipos
- Branca, Azulada e Envelhecida -
e as suas variações compostas (licores):
- cachaça c/ banana e cachaça c/ melado (caramelada) -
pelos tels. 24-99992-8618, 24-3371-0894, 24-3371-2041 e 24-3371-1162.







O PRIMEIRO LIVRO DO MUNDO
DE DEGUSTAÇÃO DE CACHAÇAS


Capa do livro

Compre este livro no site www.mauad.com
ou nas boas livrarias do País.

Cachaças bebendo e aprendendo – Guia prático de degustação (Mauad), de Marcelo Câmara, é o primeiro livro do mundo de degustação de cachaças. Obra de vanguarda, oferece, pela primeira vez ao leitor, a arte e a técnica de degustar cachaças, todas as informações, dicas e segredos para quem quer conhecer as qualidades e virtudes sensoriais da bebida brasileira, para os que querem saber, com certeza, se uma cachaça tem ou não excelência no aroma e no sabor. O livro, ao apresentar os valores, conceitos e características de excelência de uma cachaça, ensina e convida o leitor a degustar com muita informação, inteligência e sensibilidade, a fim de que ele saiba mais, tenha mais sabor e mais prazer. Seguindo um roteiro de degustação passo a passo – da escolha da marca e do copo à avaliação final, passando pela percepção visual, olfativa e gustativa, por todos os seus sentidos – o leitor percorrerá, com segurança, um ritual capaz de revelar uma pinga maravilhosa, uma pinga de qualidade superior, uma pinga mediana e uma pinga ruim. A edição teve o apoio cultural da Cachaça Samanaú, de Caicó, RN.

Com quase duzentas páginas, belo formato portátil, cuidadosa edição bilíngüe (português/inglês), primoroso projeto gráfico e ricamente ilustrada com fotos coloridas – Cachaças bebendo e aprendendo contém “fichas de degustação” a serem preenchidas pelo leitor, sob a orientação do autor, considerando todos os aspectos sensoriais da cachaça e circunstâncias do ato cultural de degustar. Assim o leitor irá se exercitar na arte da degustação e aprender a julgar e selecionar o que beber, com sabedoria e prazer. Registrando as características e a sua avaliação sobre cada cachaça que degustar, o leitor desejará beber novamente as pingas de qualidade sensorial e, jamais será levado a degustar as pingas que julgou “malditas”, terríveis, mal-cheirosas e vomitativas. Um ranking das melhores cachaças e outro das melhores cachaças envelhecidas, ambos construídos pelo autor e publicados pela revista Playboy em 2006, são reproduzidos no livro. A obra traz ainda, pela primeira vez, as originais, legítimas e centenárias receitas dos principais drinques brasileiros feitos à base de cachaça: a caipirinha, o caju-amigo, a batida de maracujá, a batida de limão, a cachaça com limão, e uma novidade: a Marcelina, um drinque que homenageia o autor. Caitriona Kavanagh e Geraldo Cantarino fizeram, em Londres, a versão para o inglês. A designer carioca Marcela Petersen assina o projeto gráfico e as fotografias são de Raimundo Melo e Bruno Lira.

Foto: Bruno Lira

Marcelo: mais de 50 anos de pingofilia militante.

O autor, Marcelo Câmara, jornalista, escritor, editor e
consultor cultural, foi o primeiro degustador de cachaças a
se profissionalizar no mundo e o criador das normas e
critérios sensoriais para degustação da bebida brasileira.
Pingófilo (amante e bebedor da boa pinga) por mais de
meio século e cachaçólogo (estudioso) há mais de
quarenta anos, com dezenas de trabalhos publicados
sobre o tema, ele é o autor de outro livro também de
vanguarda, Cachaça - Prazer Brasileiro (Mauad), o primeiro
dirigido ao mercado, ao consumidor real e potencial do
destilado nacional. Marcelo idealizou, fundou e presidiu a
Confraria do Copo Furado, pioneiro sodalício cultural que
existiu no Rio de Janeiro, de 1994 a 1997, e que, reunindo
degustadores de cachaça, divulgou e promoveu a cachaça
internacionalmente como uma das mais belas expressões
da Cultura e da História brasileira. Criou o slogan, o grito de
paz da Confraria: "Unidos beberemos! Sozinhos também".
É, também, o criador de diversos rituais e de um rico e bem
humorado léxico da cachaça, como as palavras pingófilo,
pingofilia, bota-gosto, decana, cananização,
biritanicamente
. Como cachaçólogo, com amplos e
profundos conhecimentos técnico-científicos e vivências
sobre o destilado nacional, presta consultoria a empresas,
governos, instituições e eventos.

                                                   (Mauad, 192 p.)

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www.mauad.com.br
ou nas boas livrarias do País.






Capa do livro

"Bíblia de bolso da cachaça", este livro é para quem quer entrar no universo da pinga, ter os conhecimentos básicos sobre esta bela expressão da Cultura Brasileira.

O primeiro livro sobre a bebida nacional dirigido aos apreciadores e àqueles que querem se iniciar na arte de degustar uma boa pinga.

4ª capa do livro

Adquira este livro no site
www.mauad.com.br
ou nas boas livrarias do País.



  • Para saborear uma boa pinga é preciso escolher com sabedoria e degustá-la com ternura, com todos os sentidos.
  • A cachaça nova, branca, fresca é a verdadeira cachaça. Com cor, cheiro e gosto de cana.
  • A cachaça é uma das mais belas e autênticas expressões da Cultura Brasileira.
  • A cachaça tem em Paraty o seu mais tradicional e célebre centro produtor, com cerca de 450 anos de cultura, arte e excelência.


    A obra

    Cachaça - Prazer Brasileiro é o primeiro guia prático do mundo sobre a bebida, e informa o consumidor sobre as origens e os tipos de cachaça, os modos de fabricação e a realidade da produção, do mercado, do consumo nacional e internacional, bem como orienta sobre como identificar, escolher, comprar e beber a genuína pinga. Lançamento da Mauad Editora, a obra é, ao mesmo tempo, uma cartilha com informações básicas e atualizadas sobre a cachaça e sua história, e uma bússola a orientar e a ensinar apreciadores e ignorantes no assunto como comprar uma cachaça de qualidade e degustar com sabedoria e prazer. Pingófilo (bebedor e amante da boa pinga) há quase cinqüenta anos e cachaçólogo (estudioso da cachaça) há mais de três décadas, Marcelo Câmara já publicou centenas de trabalhos sobre o universo sócio-antropológico e econômico da cachaça e acaba de estabelecer, pela primeira vez, as normas e critérios sensoriais para a degustação da bebida. Essas qualificações o credenciaram a escrever o livro que contém, ainda, informações sobre o lugar e importância da cachaça na Cultura Brasileira, o seu poder afrodisíaco, os bota-gostos que devem acompanhar a bebida e uma análise crítica dos falsos conceitos da pinga e os preconceitos contra a bebida. As melhores cachaças do país no julgamento do autor, uma lista com mais de quatrocentos sinônimos da palavra "cachaça" e a receita de uma batida paratyense de limão completam o livro.
    (Mauad Editora - 144 p.)

    O Autor

    Cachaçólogo (estudioso e pesquisador da cachaça) desde a juventude, MARCELO CÂMARA herdou do pai, o jornalista, educador, advogado e político Câmara Torres (1917-1998), a paixão pela pinga, e, também, do mais ilustre membro da sua família, o maior dos cachaçólogos, o antropólogo, historiador e folclorista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). O seu amor por Paraty, o mais tradicional centro produtor e de excelência da bebida, inicia-se na infância, quando vive longos períodos na cidade, convive com sua gente e a sua cultura, passando a produzir e a publicar regularmente sobre o Município Monumento Nacional. Atualmente, no universo da cachaça, presta consultoria a empresas, governos, instituições e eventos, elaborando projetos, pesquisas, artigos, textos etc.




    Livro sobre Newton Mendonça
    corrige a história e informa a mídia

    Tudo sobre a parceria New-Tom, a mais importante dupla da Bossa Nova.

    A única biografia do pianista de vanguarda e genial compositor,
    criador, com Tom Jobim, de Desafinado, Samba de uma nota só, Meditação,
    Discussão, Caminhos Cruzados, Foi a noite, O domingo azul do mar,
    entre outros clássicos, hinos da Bossa Nova.
    A vida, a obra e o tempo de Newton Mendonça,
    o primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim.

    Prefácio de Roberto Menescal


    Capa do livro

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    ou nas boas livrarias do País.



    Fim do mistério. Decifrado o maior enigma da MPB. Está nas livrarias, de todo o País, numa iniciativa ousada da Mauad Editora, o primeiro livro sobre o pianista, compositor e poeta Newton Mendonça (1927-1960), um dos maiores e mais geniais criadores da Música Brasileira, um mestre da Bossa Nova, primeiro e fundamental parceiro de Antonio Carlos Jobim. Caminhos cruzados - a vida e a música de Newton Mendonça é o primeiro livro do gênero a reunir, num só volume, uma extensa biografia crítica de um compositor e toda a sua obra musical. Em 2001, quarenta e um anos da morte de Newton Mendonça, o lançamento do livro corrige a história, informa a mídia e faz justiça, colocando o artista no lugar que sempre deveria estar: entre os grandes compositores da Música Popular Brasileira.

    Newton Mendonça é o compositor, entre outros, de clássicos como Desafinado, Samba de uma nota só (a segunda música brasileira mais executada no mundo), Meditação, hits internacionais, todos em parceria com Tom Jobim, além de dezenas de outras composições de autoria exclusiva que Marcelo Câmara revela no livro. Newton, quando partiu, aos 33 anos, deixou 43 composições, sendo 25 de sua autoria solitária: sambas, choros, canções, sambas-canções, e marchinhas de carnaval. Com Tom Jobim compôs 17 músicas (13 gravadas, 2 inéditas e 2 perdidas) e 1 música com Fernando Lobo. O livro mereceu as melhores críticas da mídia nacional e elogios de estudiosos da Música Brasileira nos Estados Unidos e Europa.

    ESCÂNDALO

    O jornalista, ensaísta e consultor cultural Marcelo Câmara, que pesquisa a vida e a obra do compositor desde 1996, é o realizador de toda a pesquisa e o autor da biografia que constrói a obra. Para ele, Caminhos Cruzados, ao contar, pela primeira vez, a vida de Newton Mendonça, tratar do seu tempo e interpretar, estética e historicamente, a sua obra, e, ainda, ao revelar a sua produção musical, exclusiva e em parceria, "é um escândalo, no sentido positivo". Ele explica: "O livro destrói uma série de mentiras e invencionices, cristalizadas como 'verdades' na História da MPB, que tentaram omitir, reduzir e corromper a importância do compositor na música brasileira". Segundo Câmara, "esses atentados à verdade histórica, a Newton e à sua arte, como, por exemplo, a tentativa de desconhecê-lo como grande músico e compositor de vanguarda, ou de identificá-lo como 'letrista do Tom' - condição que nunca existiu - são resultado da ignorância e da preguiça intelectual de alguns historiadores, cronistas e críticos de má-fé, despreparados, que agem criminosamente, reproduzindo falsos bordões inconsistentes". Nunca houve um "letrista do Newton" ou um "letrista do Tom". Os dois, pianistas e compositores se revezavam no teclado e repartiam música, letra e o banco do piano. Apoiado em rigorosa pesquisa documental e em dezenas de depoimentos, processados em acurado estudo, o biógrafo apresenta Newton Mendonça e a sua música, questiona várias teses e fatos da Bossa Nova, há décadas repetidos, reescrevendo parte da história do movimento, bem como da MPB.

    Na biografia A vida, a obra e o tempo de Newton Mendonça, que constrói o livro e ocupa a maior parte do volume, Marcelo Câmara percorre a breve e fértil trajetória do menino pobre, tímido, órfão de pai, que compôs clássicos como Samba de uma nota só, Desafinado, Meditação, Discussão, Caminhos cruzados, Foi a noite, Só saudade, O domingo azul do mar, entre outros, em parceria com Tom Jobim. Na segunda parte do volume, numa espécie de apêndice, as partituras da obra musical de Newton, revelando as belíssimas composições de autoria exclusiva, a maioria inédita, bem como todas aquelas feitas em parceria com Tom Jobim, duas dessas também inéditas. No livro estão trinta partituras musicais, descobertas pelo biógrafo até o lançamento da obra. Marcelo Câmara, prosseguindo nas suas pesquisas, revela que, além de fazer novas e importantes descobertas biográficas, está próximo das melodias restantes, esquecidas ou perdidas, e sem registro, já possuindo as partituras de três novas composições de autoria exclusiva de Newton, que não estão no livro. Atualmente, Marcelo Câmara prepara um livro de ensaios sobre a "história real" da Bossa Nova, que desmonta o que o pesquisador chama de "história oficial" que povoa a mídia e a maioria dos livros sobre aquela estética. Nesse trabalho, notícias surpreendentes, revelações inéditas e críticas sobre a obra de Newton Mendonça que, certamente, garante o pesquisador, terão repercussão internacional.

    (Mauad Editora, 155 páginas)





    NEWTON MENDONÇA EM CD


    O jornalista, escritor e consultor cultural Marcelo Câmara idealizou e produziu, em 2002, o CD Caminhos cruzados – Cris Delanno canta Newton Mendonça (Ilha Verde), único álbum dedicado ao pianista de vanguarda e genial compositor Newton Mendonça (1927-1960), trazendo parte da obra de autoria exclusiva e inédita do artista. Criador de clássicos universais como Desafinado, Samba de uma nota só e Meditação, em parceria com Antonio Carlos Jobim, com que formou a mais importante dupla da Bossa Nova, Newton Mendonça é compositor de uma obra pequena, proporcional ao tempo que ele viveu, porém fundamental e importantíssima para a Música Popular Brasileira. Ele é o compositor, também, com Tom Jobim, de clássicos como Discussão, Foi a noite, Caminhos cruzados, Só saudade e Azul da cor do mar. O álbum apresenta 14 músicas, sendo: sete composições solitárias de Newton; seis quase desconhecidas, em parceria com o seu primeiro e fundamental parceiro Tom Jobim; e uma com Fernando Lobo. Sob a direção artística e com arranjos de Roberto Menescal, Cris Delanno, uma das nossas maiores cantoras, em interpretações impecáveis, revela canções de grande beleza, onde são identificadas algumas fontes e matrizes da Bossa Nova e da Música Popular Brasileira que se construiu a partir da década de sessenta. O lançamento foi considerado, pelo seu valor de atualização histórica e alto significado cultural, um dos mais importantes fatos da Música Popular Brasileira dos últimos quarenta anos.

    Marcelo Câmara, autor do livro Caminhos cruzados – a vida e a música de Newton Mendonça (Mauad), foi o responsável pela concepção, pesquisa e produção executiva do disco, assinando, ainda, os textos do livreto que acompanha o CD. A produção musical coube a Roberto Menescal, que, à frente de um grupo de excelentes músicos, toca violão e guitarra em todas as faixas. Os arranjos dos metais ficaram a cargo de Flávio Mendes. Em 2003, a Ilha Verde, empresa produtora de propriedade de Câmara, licenciou o CD para a Nikita Music, que o lançou no mercado nacional, com o título Cris Delanno canta Newton Mendonça, sendo comercializado em todo o País, por dois anos, até 2005. Apesar da excelência e alto valor artístico-cultural do álbum, raro e único registro da obra exclusiva de Newton, Marcelo Câmara não encontrou qualquer apoio público ou privado para viabilizar o show, escrito por ele, que sob sua direção, divulgaria o disco, espetáculo que seria apresentado por Cris Delanno, Roberto Menescal e os músicos que participaram do CD. Marcelo explica que “essa impossibilidade não foi surpresa para ele, porque nunca houve e não há interesse de produtores e patrocinadores em investir em Newton Mendonça, um artista que contraria e destrói uma famigerada e calhorda ‘história oficial da Bossa Nova’, cheia de ficções e mentiras, divulgada e cultuada pela mídia e pelas editoras”. Morto repentinamente em 1960, aos 33 anos, Newton Mendonça, somente em abril de 2008, mereceu, pela primeira vez, numa iniciativa profissional e comercial, um espetáculo mostrando as verdades sobre a sua vida e a sua preciosa obra. O show de uma hora e meia, realizado numa boate, para menos de uma centena de pessoas, aconteceu no Vinicius Show Bar, em Ipanema, “o templo da Bossa Nova”, com o show Caminhos cruzados – a música de Newton Mendonça, estrelado pelo cantor e compositor Alan Vergueiro, sobrinho de Newton, com roteiro, texto, direção e produção de Marcelo Câmara (veja página Notícias deste site).

    Das sete composições de Tom Jobim que possuem mais de dois milhões de execuções em todo o mundo, três foram feitas em parceria com Newton Mendonça (Desafinado, Samba de uma nota só e Meditação); uma tem parceria com Vinicius de Moraes (Garota de Ipanema); e as três restantes são de autoria exclusiva de Tom (Wave, Águas de março e Insensatez). Todas as quinze composições da dupla New-Tom foram feitas a quatro mãos, música e letra: Newton e Tom fizeram música, Newton e Tom fizeram música. A única exceção, conhecida até pouco tempo, segundo Marcelo Câmara, é o Samba de uma nota só, cuja primeira parte completa, música e letra, foi criação de Newton em 1954, e a segunda parte, música e letra, os dois fizeram em 1958. A grande notícia das recentes pesquisas de Marcelo Câmara foi a descoberta, documentada, de que toda a melodia de Meditação foi feita exclusivamente por Newton Mendonça, e a letra foi escrita exclusivamente por Tom Jobim. A revelação em detalhes estará em um dos ensaios da próxima obra do pesquisador sobre a Bossa Nova.

    Repertório desconhecido

    Marcelo Câmara estuda e publica sobre Newton Mendonça desde 1996. Depois da biografia crítica do compositor, lançada em maio de 2001, que trouxe informações e teses que desmontam a chamada “história oficial da Bossa Nova”, o pesquisador produziu o CD com músicas raras e inéditas de Newton Mendonça. A rigor, das sete músicas de autoria exclusiva de Newton, duas têm registros pela primeira vez - O mar apagou e Verdadeiro amor - e cinco mereceram gravações anteriores: Nuvem, Canção do Pescador, Canção do azul, Seu amor você e O tempo não desfaz. Estas, porém, constaram em discos de tiragem reduzida, pouco divulgados, no final dos anos cinqüenta e início dos sessenta e, hoje, são raridades de colecionadores, permanecendo inéditas para o público. Completam o repertório a brilhante Você morreu p’ra mim, parceria com Fernando Lobo, lançada em 1952, e mais seis jóias da parceria New-Tom: a célebre Caminhos cruzados, que deu título ao CD, a emblemática Só saudade, e, ainda, Brigas, O domingo azul do mar, Incerteza e Teu castigo, quatro preciosas composições quase desconhecidas da dupla.

    Newton Mendonça é um compositor de uma obra importantíssima para a Música Popular Brasileira, especialmente em relação aos passos que foram dados logo após a sua morte, a 22 de novembro de 1960. Era a consolidação do movimento e estética da qual ele foi um dos mestres: a Bossa Nova. Newton deixou 43 composições - sambas, sambas-canções, choros, canções e marchinhas de Carnaval. Destas, 25 são de sua autoria exclusiva. Marcelo Câmara explica que o critério de seleção do repertório pretendeu apresentar não o compositor dos hits internacionais Desafinado, Samba de uma nota só e Meditação, ou das matrizes como Foi a noite ou Discussão, que ele fez com Tom Jobim, mas o genial criador, o pianista ousado, o compositor de vanguarda de belas canções que ele criou solitariamente, sem o seu parceiro quase único. O trabalho de Menescal se baseou nas pesquisas de Câmara, que alcançaram os registros originais em discos de 78 rotações, o acervo e depoimentos da família Mendonça, discotecas particulares e de museus, bem como gravações de Fernando Mendonça, filho de Newton, músico e compositor falecido em 1999, de enfarte, aos 40 anos. Sob a batuta de Roberto Menescal, estão Adriano Souza (piano e teclado), Adriano Giffoni (contrabaixo), Marcio Bahia (bateria e percussão), Sérgio Galvão (saxofone), Dumdum (trompete e flugel) e Bira (trombone).

    Música contemporânea

    ”Original, primoroso, perturbador” – assim Marcelo Câmara qualifica Newton Mendonça, “um artista iluminado que ousou com suas criações revolucionárias, um grande melodista, construtor de harmonias surpreendentes e de soluções rítmicas inusitadas para a época, a segunda metade dos anos cinqüenta”. Segundo o crítico, Newton faleceu ainda moço, sem ver sua obra gravada, nem o sucesso internacional da Bossa Nova. “Newton e Tom, juntos e separados, entre outros, criaram e ousaram antes do estilo sintetizar-se e sistematizar-se, emblematicamente, na batida do violão e na voz de João Gilberto”, avalia.

    “Quem ouvir as quatorze músicas do CD, todas compostas até 1960, irá constatar que Newton Mendonça foi, sem dúvida, uma vanguarda na Música Popular Brasileira do seu tempo. E mais: o ouvinte irá verificar que a excelência e a novidade permanente de sua música, atualizada nos arranjos de Menescal, fazem com que o ipanemense Newton Mendonça continue sendo um compositor surpreendente, contemporâneo, artista de uma obra eterna” – explica Marcelo Câmara. Para ele, “Caminhos cruzados é um CD que, em função do seu repertório e do tratamento dado pelo Menescal e pela Cris, já nasce clássico”.

    Um registro histórico importante está na regravação de Canção do Pescador, composição de Newton Mendonça, que vence, em dezembro de 1960, a Festa da Música Popular, no Guarujá, SP, promovido pela TV Record, primeiro festival de MPB de âmbito nacional realizado no País. Mas Newton havia morrido doze dias antes. No livreto ilustrado e colorido que acompanha o CD, editado com paisagens de Ipanema, as raríssimas fotos de Newton, uma cronologia da sua vida e obra, a história e a letra de cada música, e os comentários de Marcelo Câmara sobre as faixas do disco.



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    Livro de Mário Peixoto e Marcelo Câmara
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    O primeiro livro de Marcelo Câmara
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