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Jornalista, escritor, editor e consultor cultural.

Na Cultura todo investimento é lucro

 









 

Evento de 28.06.2012

5º Curso de Degustador de Cachaças
Fundamentos Teóricos e Iniciação Prática

Em Ipanema, Rio,
na quinta-feira, 28 de junho de 2012.
Vagas limitadas.
Faça logo a sua inscrição.


Foto: Bruno Lira

Flagrante do último curso: Marcelo expõe a sua "pedagogia do gosto".


Todos os valores, conceitos e passos, os segredos
de uma degustação tecnicamente perfeita, planejada e percorrida com ciência e técnica, arte e sabedoria.
Como saber se uma cachaça tem excelência sensorial, é mediana ou ruim.
Aprenda a identificar uma cachaça de excelência.

A estrutura química e sensorial da cachaça.
Quais as propriedades e características organolépticas do destilado nacional?
Quais as causas e fatores que determinam
as virtudes e os defeitos sensoriais de uma cachaça?

Curso único no mundo, intensivo, com duas horas/aula, a ser ministrado pelo Cachaçólogo, Consultor de Cachaças e Degustador Profissional de Cachaças Marcelo Câmara, considerado, internacionalmente, o maior especialista em cachaça.


Foto: Bruno Lira

A prova sucede as avaliações táctil-visual e olfativa.


Marcelo Câmara é o criador,
foi quem estabeleceu as normas e critérios sensoriais
para a degustação de cachaças.
A Ficha de Degustação Marcelo Câmara
é o primeiro instrumento técnico da atividade
e se apresenta absoluta e indispensável,
referência primacial, utilizada no Brasil e no exterior,
para se conhecer a bebida brasileira.

Data: 28 de junho de 2012, quinta-feira,
das 16h às 18h

Local: Hotel Vermont
Rua Visconde de Pirajá, 254 – Ipanema
Rio de Janeiro – RJ
(entre as Ruas Farme de Amoedo e
Vinicius de Moraes)

Preços: R$ 390,00 p/ pessoas físicas
R$ 490,00 p/ pessoas jurídicas

Vagas limitadas
Distribuição de material informativo
e, de brinde, uma cachaça de excelência
Certificado de Participação

Inscrições até 22 de junho através de depósito ou transferência do valor acima p/ Banco do Brasil, Ag. 4476-8, c/c 43.242-3.

Efetivação da inscrição: através da confirmação do recebimento do comprovante de depósito ou transferência enviado para o e-mail ilhaverde@ilhaverde.net ou para o fax: 21-2523-5989 e do crédito na referida conta bancária, o candidato receberá, imediatamente, por e-mail, a sua identificação como inscrito.
Havendo desistência, não haverá devolução do valor pago.

Outras informações através do e-mail acima ou pelo tel. 21-9327-2313.

 


 

Evento de 24.11.2011

3º Curso de Degustador de Cachaças
Fundamentos Teóricos e Iniciação Prática

Vagas limitadas.
Faça logo a sua inscrição.

Todos os valores, conceitos e passos, os segredos de uma degustação tecnicamente perfeita, planejada e percorrida com ciência e técnica, arte e sabedoria. Como saber se uma cachaça tem excelência sensorial, é mediana ou ruim. Aprenda a identificar uma cachaça de excelência.

Quais as causas e fatores que determinam as virtudes e os defeitos sensoriais de uma cachaça.

Curso único no mundo, com quatro horas/aula, a ser ministrado pelo Cachaçólogo e Degustador Profissional de Cachaças Marcelo Câmara, considerado, internacionalmente, o maior especialista em cachaça.

Marcelo Câmara é o criador e foi quem estabeleceu as normas e critérios sensoriais para a degustação de cachaças. A Ficha de Degustação Marcelo Câmara, elaborada no início dos anos 1990, foi o primeiro instrumento técnico da atividade e hoje se apresenta absoluta e indispensável, referência primacial, utilizada no Brasil e no exterior.

Data: 24 de novembro de 2011,
quinta-feira, das 15h às 19h

Local: Hotel Vermont
Rua Visconde de Pirajá, 254 – Ipanema
Rio de Janeiro – RJ
(entre as Ruas Farme de Amoedo
e Vinicius de Moraes)

Preço: R$ 800,00
Vagas limitadas
Certificado de Participação

Inscrições através de depósito ou transferência do valor acima no Banco do Brasil, Ag. 4476-8, c/c 43.242-3.

Efetivação da inscrição: através da confirmação do recebimento do comprovante de depósito ou transferência enviado para o e-mail ilhaverde@ilhaverde.net ou para o fax: 21-2523-5989 e do crédito na referida conta bancária, o candidato receberá, imediatamente, por e-mail, a sua identificação como inscrito. Havendo desistência, não haverá devolução do valor pago.

 


 

Evento de 06.10.2011

2º Curso de Formação Básica de Degustador de Cachaças
Amador e Profissional
Fundamentos Teóricos e Iniciação Prática

Foto: Bruno Lira

 

Todos os valores, conceitos e passos,
os segredos de uma degustação tecnicamente perfeita,
planejada e percorrida com ciência, arte e sabedoria.
Como saber se uma cachaça tem excelência sensorial, é mediana ou ruim.
Aprenda a identificar uma cachaça de excelência.

Curso único no mundo, com quatro horas/aula, a ser ministrado
pelo Cachaçólogo e Degustador Profissional de Cachaças Marcelo Câmara,
considerado, internacionalmente, o maior especialista em cachaça.

Data: 6 de outubro de 2011, quinta-feira,
das 14h às 18h

Local: Hotel Vermont
Rua Visconde de Pirajá, 254 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ
(entre as Ruas Farme de Amoedo e Vinicius de Moraes)

Preço: R$ 800,00
Vagas limitadas
Certificado de Participação

Inscrições através de depósito ou transferência do valor acima
no Banco do Brasil, Ag. 4476-8, c/c 43.242-3.

Efetivação da inscrição: através da confirmação do recebimento do comprovante
de depósito ou transferência enviado para o e-mail ilhaverde@ilhaverde.net
ou para o fax: 21-2523-5989 e do crédito na referida conta bancária.
Havendo desistência, não haverá devolução do valor pago.



 

Evento de 06.09.2011

Enriquecido pela experiência pioneira do
1º Curso de Formação Básica de Degustador de Cachaças,
realizado em junho último, no Rio, vem aí o

2º Curso de Formação Básica
de Degustador de Cachaças
- Amador e Profissional

mais compacto, mais prático, mais precioso,
a ser ministrado pelo Cachaçólogo
e Degustador Profissional de Cachaças

Marcelo Câmara,

considerado, internacionalmente,
o maior especialista em Cachaça.

Dia 6 de outubro, quinta-feira, no Hotel Vermont,
em Ipanema, Rio de Janeiro, RJ,
das 14h às 18h

Faça logo a sua inscrição.
Vagas limitadas.

Preenchidas as vagas,
as inscrições serão definitivamente encerradas.

 


 

Evento de 21.06.2011

Marcelo Câmara no cinema

O aplaudido e premiado filme Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, vencedor dos prêmios de "Melhor Documentário" do Festival do Rio 2008 e do Festival de Mar del Plata 2008, produção selecionada em diversos festivais nas Américas e na Europa, recebedor das melhores críticas aqui e no exterior, finalmente chegou ao circuito comercial no Brasil. O filme é uma viagem histórica e contemporânea, econômica e sócio-antropológica, por este caminho tricentenário, de Diamantina, MG, a Paraty, RJ, tendo a bebida brasileira como motor, tema e personagem. Na última sexta-feira, o filme entrou no circuito comercial, está em cartaz em várias capitais do País. Na noite do dia 21 de junho, no Cine Joia, em Copacabana, nesta Cidade do Rio de Janeiro, uma bela sala carioca, recém-restaurada, houve uma sessão especial. Depois da projeção, Marcelo Câmara conversou e debateu, por mais de três horas, com a platéia sobre a Cachaça na História e na Cultura Brasileiras e respondeu a dezenas de perguntas. Marcelo está no filme como narrador e onde presta um longo depoimento.

 



 

Evento de 02.06.2011

1º Curso de Formação Básica de Degustador de Cachaças
Fundamentos Teóricos e Iniciação Prática

Marcelo Camara
Marcelo Câmara             Foto: Bruno Lira

Todos os valores, conceitos e passos,
os segredos de uma degustação tecnicamente perfeita,
planejada e percorrida com ciência, arte e sabedoria.
Como saber se uma cachaça tem excelência sensorial, é mediana ou ruim.
Aprenda a identificar uma cachaça de excelência.

Curso inédito no mundo, com sete horas/aula, a ser ministrado
pelo Cachaçólogo e Degustador Profissional de Cachaças Marcelo Câmara,
considerado, internacionalmente, o maior especialista em cachaça.

Data: 2 de junho de 2011, quinta-feira,
das 10h às 13h e das 14h às 18h

Local: Hotel Vermont
Rua Visconde de Pirajá, 254 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ
(entre as Ruas Farme de Amoedo e Vinicius de Moraes)

Preço: R$ 800,00
Vagas limitadas
Certificado de Participação

Inscrições até 1º de junho de 2011,
através de depósito ou transferência do valor acima
no Banco do Brasil, Ag. 4476-8, c/c 43.242-3.

Efetivação da inscrição: através da confirmação do recebimento do comprovante
de depósito ou transferência enviado para o e-mail ilhaverde@ilhaverde.net
ou para o fax: 21-2523-5989 e do crédito na referida conta bancária.

 


 

Evento de 28.4.2011

Marcelo Câmara treina pessoal do Copacabana Palace

O que é cachaça? Como e onde nasceu a cachaça? A história da cachaça e as outras bebidas. A cachaça hoje, no Brasil e no mundo. Aspectos econômicos, sociais e culturais da cachaça. Um tipo de cachaça para cada momento. A excelência sensorial de uma cachaça. A importância de uma Carta de Cachaças. Como servir uma cachaça e o que sugerir ao hóspede. Como orientar o cliente. Quando beber? Quais os bota-gostos que se harmonizam com a cachaça? A verdadeira e única Caipirinha e os drinques à base de cachaça.

Estes foram alguns dos temas expostos pelo cachaçólogo e degustador profissional de cachaças, Marcelo Câmara, a cerca de cinquenta funcionários da área de Alimentos e Bebidas do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o mais belo e charmoso do País. O intenso treinamento sobre a bebida brasileira, ministrado para duas turmas, uma pela manhã e outra à tarde, atingiu maîtres e garçons, hostess dos dois restaurantes Cipriani e Pérgola, barmen, pessoal de banquetes, boite, Room Service e administrativo do setor.

 


 

Evento de 22.11.2010




50 anos da morte de NEWTON MENDONÇA

Newton Ferreira de Mendonça

Newton Ferreira de Mendonça

* Cachambi, Rio de Janeiro, RJ, 14.2.1927
† Vila Isabel, Rio de Janeiro, RJ, 22.11.1960


"O mais importante compositor da Bossa Nova"

"O estruturador da Bossa Nova
em termos composicionais,
quem mais ousou e fez vanguarda."

"O mais ipanemense dos artistas brasileiros"


Marcelo Câmara
Biógrafo de Newton Mendonça


APENAS UMA MISSA.
E O SILÊNCIO.


No dia 22 de novembro, Dia da Música e Dia do Músico, completaram-se cinquenta anos da morte precoce e repentina, aos 33 anos, do pianista e compositor Newton Mendonça, o primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim, com quem formou a mais importante parceria da Bossa Nova. Mantendo a tradição cinqüentenária de omissões e erros, cinismo e hipocrisia, de boicote sistemático ao seu nome e à sua obra, não foram produzidos nenhum programa especial no rádio ou na TV, nem editado nenhum suplemento especial em jornal ou revista, nenhum show foi realizado, nenhuma homenagem dos artistas, instituição ou governos, nenhuma celebração. Apenas uma Missa que o jornalista Marcelo Câmara, biógrafo do compositor, e a família de Newton mandaram celebrar na Igreja N. Sa. da Paz, pela sua alma e memória, em Ipanema, bairro aonde chegou aos treze anos. E a expectativa de que o Governo do Estado do Rio de Janeiro denomine “Parque Newton Mendonça” o Parque da Bossa Nova, a ser construído no Leblon, para homenagear a arte revolucionária e a memória de Newton na sua cidade, que nunca se lembrou dele para dar nome sequer a uma sala de aula. Na Missa, o Padre Jorge Luiz Neves, o popular Padre Jorjão, que é músico e admirador da obra de Newton, numa bela homilia, no Dia de Santa Cecília, protetora dos músicos, destacou “a simplicidade, a genialidade e a vanguarda” do compositor. Nas “Preces Comunitárias”, o celebrante pediu a Deus “que o Governo do Estado do Rio de Janeiro se sensibilize e denomine, por justiça, ‘Parque Newton Mendonça’ o Parque da Bossa Nova”. Apesar da ampla divulgação, estiveram presentes à cerimônia apenas o crítico e historiador Marcelo Câmara, o neto de Newton, o jovem Victor Lopes de Mendonça e sua mãe, Rosália Lopes de Mendonça. Nenhum artista, ninguém da Imprensa, nenhuma autoridade.

 

Para Marcelo Câmara, “Newton Mendonça é o principal compositor da Bossa Nova, quem mais alto e longe foi na estruturação composicional, na sistematização melódica e harmônica da Bossa Nova, quem verdadeiramente fez vanguarda, mais ousou, mais transgrediu e promoveu mais invenção na estética nascida na Zona Sul carioca, na segunda metade dos anos 1950. Caminhos melódicos inusitados, ricas e surpreendentes soluções harmônicas, insinuações rítmicas inovadoras” – explica Marcelo Câmara. Newton Mendonça, sozinho e com Tom Jobim, é o compositor dos primeiros e maiores clássicos e músicas-matrizes da Bossa Nova. Deixou 35 músicas: 19 de autoria exclusiva (onze continuam inéditas), 15 com Tom (treze gravadas) e 1 com Fernando Lobo. Newton é o criador, com Tom, de clássicos como Desafinado, Samba de uma nota só, Meditação, Discussão, Caminhos cruzados, Foi a noite, Só saudade, O domingo azul do mar, entre outros, além de obras-primas exclusivas, reconhecidamente precursoras e vanguardas da estética como Você morreu pra mim, Verdadeiro amor, Seu amor, você (uma das finalistas do Festival do Rio - As mais belas canções de amor, 1960), Canção do azul, Nuvem, O mar apagou, Canção do pescador (vencedora do primeiro festival de música popular brasileira de âmbito nacional, promovido pela Record, em 1960, no Guarujá, SP) e Quero você, principal tema da trilha do filme Os desafinados, de Walter Lima Júnior. Das sete músicas de Tom Jobim com mais de dois milhões de execuções no mundo, três são resultado de uma parceria de apenas sete anos com Newton Mendonça, três são de autoria exclusiva de Tom e uma foi feita com Vinicius de Moraes.

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Newton Mendonça e Ipanema:
amor e arte de uma vida inteira.


Marcelo Câmara

Newton Mendonça

Newton Mendonça chegou a Ipanema em 1940, aos treze anos, indo morar na Rua Nascimento Silva. Dois anos depois, com quinze anos, conheceu Antonio Carlos Jobim, o Tom, da mesma idade, que residia na Rua Sadock de Sá. Do encontro surgiu uma grande e fraterna amizade, uma produtiva e fértil parceria musical. Com quinze anos de idade, Tom começou a estudar música. Newton já era músico desde os oito anos, quando teve as primeiras lições de violino em São Luís, no Maranhão. Em Ipanema, Newton aprendeu a tocar gaita e iniciou os estudos de música clássica, exercitando-se no piano da irmã, Norma, esporadicamente sob orientação de professor, e, quase sempre, como autodidata. “Newton Gaitinha” foi o apelido que ganhou no Colégio Militar, onde era aluno “gratuito-órfão”, pois não se separava do instrumento. Newton levou Tom, e toda a sua turma de amigos de Ipanema, a tocar gaita. Uma “orquestra de gaitas” foi formada e se apresentava na Praça General Osório. Newton, com a ajuda dos musicais norte-americanos, atraiu Tom para a música popular. Em 1950, Newton estreava, antes de Tom, como músico profissional: pianista da Orquestra (de baile) de Waldemar, inaugurando uma carreira de dez anos como músico na noite carioca. Bares, restaurantes, boates, hotéis e clubes. Em algumas casas, revezou com Johnny Alf e com o próprio Tom. Do Posto Cinco, passa pelo Clube da Chave, a French Can Can, Tasca, Mocambo e Mandarim. Marca o Ma Griffe, no Beco das Garrafas, faz o chá do Hotel Miramar, e só se afasta do piano com a morte precoce e repentina, aos 33 anos, num dia de folga, sem trabalho, “Dia do Músico”, quando era, há quatro anos, o pianista do Le Carroussel, no Beco do Joga a Chave. Em 1952, também antes de Tom, é lançado o compositor Newton Mendonça: o samba-canção "diferente" Você morreu pra mim, na gravação “moderna” de Dora Lopes. No ano seguinte, em 1953, foi gravado Incerteza, a primeira composição da dupla New-Tom, que viria a ser “a mais importante parceria da Bossa Nova”. Em Ipanema, Newton Mendonça cresceu, amou, sonhou e criou quase toda a sua obra revolucionária. Depois do primeiro apelido, “Newton Gaitinha”, recebeu mais dois: “Semifusa” e “Newton Maestro”. Em Ipanema, Newton Mendonça, sozinho e com Tom Jobim, se ergueu e se afirmou como o mais importante compositor da Bossa Nova, quem mais alto e longe foi na estruturação composicional, na sistematização melódica e harmônica da Bossa Nova, quem verdadeiramente fez vanguarda, mais ousou, mais transgrediu e promoveu, ricas e surpreendentes soluções harmônicas, insinuações rítmicas inovadoras. Na Praia de Ipanema, o atlético Newton foi um dos melhores que pegavam ondas “de jacaré”, “de peito”, e era campeão de peteca, esporte e lazer predominante nas areias do Rio, na década de 1940. Newton teve quatro residências em Ipanema, sendo que o endereço “Rua Prudente de Morais, 1033”, uma quitinete em cima de uma garagem, foi o lugar de criação da maioria das 35 canções que ele compôs e deixou para a Música Brasileira: 19 de autoria exclusiva (onze inéditas), 15 com Tom Jobim (treze gravadas) e 1 com Fernando Lobo. Em Ipanema, nasceram os dois filhos de Newton e Cirene Mendonça: Renato (1956) e Fernando (1959-1999). De Ipanema, Newton Mendonça jamais se afastou. As exceções, compulsórias, por força das contingências da vida, ocorreram em dois momentos: o primeiro, em 1954, por um período inferior a um ano, quando foi morar em Copacabana; o segundo, no final de 1959, quando muda, com a família, para Vila Isabel, onde no ano seguinte, sofre o terceiro infarto. E morre. Trinta e quatro anos antes de Tom.
O choro Ipanema, de Newton Mendonça, continua inédito.


Newton acompanha Célia Reis no Ma Griffe    Com os dois filhos
Newton acompanha Célia Reis no Ma Griffe,
no Beco das Garrafas, em 1956.
(Acervo Célia Reis)
   Com os dois filhos, Renato e Fernando,
   meses antes da sua morte.
   (Acervo Família Mendonça)


As 35 composições de Newton Mendonça
(Newton compôs 45 músicas – 10 se perderam)

1

Adeus, Chico Viola (inédita)

2

Ana Maria (inédita)

3

Brigas (Podes voltar) (c/ Tom Jobim)

4

Caminhos cruzados (c/ Tom Jobim)

5

Canção do azul

6

Canção do pescador – Canção vencedora da Festa da Música Popular, primeiro festival de música popular brasileira, de âmbito
nacional, promovido pelo jornal Última Hora e TV Record, Guarujá, SP, 1960.

7

Desafinado (c/ Tom Jobim) – Considerada a “Canção-Manifesto da Bossa Nova”.

8

Discussão (c/ Tom Jobim) – Considerada por Marcelo Câmara, “a canção-matriz de grande parte da produção de Bossa Nova na
década de 1960”.

9

Ela é chave de cadeia (inédita)

10

Foi a noite (c/ Tom Jobim) – Primeiro sucesso da dupla New-Tom.

11

Incerteza (c/ Tom Jobim) – Primeira música gravada da dupla New-Tom.

12

Ipanema (inédita)

13

Luar e batucada (c/ Tom Jobim)

14

Meditação (c/ Tom Jobim) – Newton e Tom faziam, juntos, música e letra. A única exceção é Meditação, cuja música é integralmente
de Newton   e a letra, integralmente de Tom (descoberta recente de Marcelo Câmara).

15

Nega maluca (inédita)

16

Notícia de jornal (Maria da Conceição) (inédita)

17

Nuvem

18

O domingo azul do mar (c/ Tom Jobim)

19

O mar apagou

20

 •

O tempo não desfaz – Jurídica e oficialmente, a primeira composição exclusiva de Newton Mendonça gravada em vida do compositor,
em 1960, mas, na verdade, Você morreu pra mim, uma criação exclusiva de Newton, foi gravada e lançada em 1952.

21

Palavras (inédita)

22

Perdido nos teus olhos (Você para mim foi sonho) (c/ Tom Jobim) – Apenas uma gravação, de Dick Farney.

23

Quero você – Principal tema da trilha sonora de Os desafinados, filme de Walter Lima Júnior, 2007.

24

Recordando (inédita)

25

Samba de uma nota só (c/ Tom Jobim) – Considerada “a canção-símbolo da Bossa Nova” – a segunda música brasileira mais
executada no   mundo. A música e letra da primeira parte foram feitas exclusivamente por Newton em 1954. A segunda parte,
composta, música e letra, pela dupla New-Tom, somente em 1958.

26

Sem você (c/ Tom Jobim) inédita

27

Seu amor, você – Oitava classificada e finalista do Festival do Rio - As mais belas canções de amor, 1960.

28

Só saudade (c/ Tom Jobim)

29

Teu castigo (c/ Tom Jobim)

30

Tristeza (c/ Tom Jobim, somente música, letra perdida) (inédita)

31

Vento frio (inédita)

32

 •

Verdadeiro amor – Na opinião de Marcelo Câmara, a mais bela canção de criação exclusiva de Newton Mendonça.

33

Você é ou não é (inédita)

34

Você morreu pra mim (c/ Fernando Lobo) – Primeira música gravada de Newton Mendon ça. Na verdade, música e letra de
Newton Mendonça.

35

Você voltou tarde demais (inédita)

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Fontes p/ conhecer Newton Mendonça

Website: www.ilhaverde.net
Bibliografia: Caminhos cruzados – a vida e a música de Newton Mendonça, de Marcelo Câmara (Mauad, 2001).
Discografia: Caminhos cruzados – Cris Delanno canta Newton Mendonça (CD – Ilha Verde / Albatroz, 2002).
Princípios da Bossa (2 CDs), Universal Music, Rio de Janeiro, 2004.
Antonio Carlos Jobim - Meus primeiros passos e compassos (Caixa de CDs c/ vários intérpretes.
Fonogramas originais da obra da dupla; Newton Mendonça e Tom Jobim) Revivendo, Brasil.
Vinis e CDs das discografias básicas de João Gilberto e Silvinha Telles.




 

Evento de 17 de agosto de 2009

Mérito Fagundes Varela

No último 17 de agosto, Marcelo Câmara esteve na bela e serrana cidade de Rio Claro, RJ, pérola verde cravada na Serra do Mar, à beira do Rio Piraí. Em sessão solene da Câmara Municipal, recebeu uma bela homenagem e a Medalha do Mérito Fagundes Varela, a mais alta comenda do município. O prefeito Raul Machado, ao comunicar a indicação de Marcelo para recebê-la escreveu que, com a insígnia, "o povo rioclarense homenageia os cidadãos que, de maneira marcante, na área de sua atuação, destacam-se a ponto de ter da nossa gente o aplauso e o reconhecimento". Acrescentou que Rio Claro é beneficiário das suas ações nos campos da Comunicação e da Cultura. Junto com a preciosa Medalha, em ouro e cores, que traz a cabeça do genial poeta romântico Luiz Nicolau Fagundes Varela, "o cantor da natureza e da liberdade", o mais ilustre filho do município, um Diploma. Nele é registrado que o Mérito Fagundes Varela é conferido a Marcelo Câmara como uma "justa homenagem aos relevantes serviços prestados à comunidade rioclarense, contribuindo, efetivamente, para o desenvolvimento da nossa cidade". Segundo Câmara, os serviços citados são, na verdade, um dever a ser feito, por tudo que Rio Claro lhe deu e fez por ele, "este pobre e teimoso trabalhador intelectual", na sua auto-avaliação. "Rio Claro me deu olhos para ver o mundo", afirma Marcelo. Há muitos anos o jornalista e escritor não ia a Rio Claro, lugar, nas palavras dele, "que está no meu coração desde a infância e tenra juventude, estações onde lá amei, cresci e fui feliz". Para o agraciado, "foi uma viagem rápida, de horas, à delicada e deliciosa Rio Claro. Afetos, ternuras, emoções várias. Revi amigos, abracei-os e chorei. De júbilo e gratidão. E, também, de saudade. Das belas e ricas fazendas, dos tempos de sonho e festa que lá vivi e dos amigos que partiram", concluiu Marcelo Câmara.




Ao pé da sede da legendária Fazenda Rio das Canoas, hoje abandonada, em Rio Claro, RJ, Marcelo Câmara abraça seus dois amigos fraternos
de infância, os quais não via há 44 anos: Jorge Quintino (à dir.) e Pedro Quintino, o Pedroca. Nesse lugar encantador, os três viveram os melhores
anos de suas vidas na década de 1960. (Foto Edvandro Ribeiro Quintino)



 

Evento de abril de 2008


Show Caminhos cruzados
foi um sucesso

Casa cheia, aplausos continuados, muitos elogios, sucesso. Esses os resultados do show do violonista e cantor Alan Vergueiro, Caminhos cruzados – a música de Newton Mendonça, o primeiro espetáculo com a obra do primeiro e fundamental parceiro de Tom Jobim, quarenta e oito anos após a morte do pianista e compositor. Newton Mendonça (1927-1960) e Tom Jobim (1927-1994) formaram a mais importante dupla da Bossa Nova. O show, escrito, dirigido e apresentado por Marcelo Câmara, aconteceu a 8 de abril último, no Vinicius Show Bar, em Ipanema, Rio de Janeiro, espaço considerado o “templo da Bossa Nova”, e foi assistido por quase uma centena de pessoas. Juquinha Stockler, “o rei da vassourinha”, considerado “o baterista da Bossa Nova”, que gravou, com João Gilberto, Desafinado, Samba de uma nota só e Chega de saudade e outros clássicos, prestigiou o acontecimento em companhia do cantor Edson Vaz, e considerou o evento “verdadeiro, providencial, excelente”.

Alan Vergueiro, sobrinho de Newton Mendonça, percorreu toda a obra do compositor, com releituras próprias dos hits Desafinado, Samba de uma nota só, Meditação, Discussão, Caminhos cruzados, Foi a noite, passando por jóias raras da parceria New-Tom, como Brigas e O domingo azul do mar, até as criações exclusivas de Newton Verdadeiro amor, O mar apagou, Canção do azul e Seu amor, você, além da obra inédita Vento frio. Alan Vergueiro apresentou, pela primeira vez, a canção Quero você, “uma obra prima”, segundo Marcelo Câmara, composição de Newton Mendonça, principal tema da trilha sonora de Wagner Tiso para o filme Os Desafinados, de Walter Lima Júnior, estrelado por Rodrigo Santoro e Selton Mello, que será lançado ainda este ano. Marcelo Câmara, também produtor do show, autografou a biografia de Newton escrita por ele e lançada em 2001 e o CD que produziu em 2002, ambos homônimos do show, e avaliou o espetáculo como “histórico e maravilhoso”. O show teve a participação dos músicos Liandro Goes no sax e na flauta, Paulo Soza no baixo e Carlinhos Batera na bateria. O show contou ainda com as vozes das cantoras Núbia Santos e Olívia Pineschi.


No Vinicius, em Ipanema, da esq. p/ dir.: Marcelo Câmara, Liandro Goes, Paulo Soza, Carlinhos Batera e Alan Vergueiro. (Foto Cida Santos)

Música contemporânea

Newton Mendonça é um compositor de uma obra pequena, de extensão proporcional ao tempo que ele viveu, porém grandiosa e importantíssima para a Música Popular Brasileira, especialmente em relação aos passos que foram dados logo após a sua morte, de infarto, a 22 de novembro de 1960, quando ele contava apenas 33 anos. Era a consolidação do movimento e da estética da qual ele foi um dos mestres: a Bossa Nova. Das sete composições assinadas por Antonio Carlos Jobim com mais de 1 milhão de execuções em todo o mundo, três são em parceria com Newton Mendonça - Samba de uma nota só, a segunda música brasileira mais executada no mundo, Desafinado e Meditação; outras três são criações solitárias de Tom (Águas de março, Wave e Insensatez) e uma ele fez com Vinicius de Moraes (Garota de Ipanema). Newton deixou 35 composições - sambas, sambas-canções, choros, canções e marchinhas de Carnaval. Destas, 28 são de sua autoria exclusiva, 18 com Tom Jobim e 1 com Fernando Lobo. 22 foram gravadas, 13 continuam inéditas (11 de autoria exclusiva e 2 com Tom Jobim).

”Original, primoroso, perturbador” – assim Marcelo Câmara qualifica Newton Mendonça, “um artista iluminado que ousou com suas criações revolucionárias, um grande melodista, construtor, na década de 1950, de soluções harmônicas ainda hoje preciosas, espantosas. Segundo o crítico, Newton faleceu ainda moço, sem ver sua obra gravada, nem o sucesso internacional da Bossa Nova. “Newton e Tom, juntos e separados, criaram e ousaram antes do estilo sintetizar-se e sistematizar-se, emblematicamente, na batida do violão e na voz de João Gilberto”, avalia. Marcelo Câmara explica: “Quem assistir ao show contemporâneo de Alan Vergueiro e ouvir a obra de Newton Mendonça, todas compostas até 1960, irá constatar que Newton Mendonça foi, sem dúvida, uma vanguarda na Música Popular Brasileira do seu tempo. Irá verificar que a excelência e a novidade permanente de sua música fazem com que o ipanemense Newton Mendonça continue sendo um compositor surpreendente, contemporâneo, artista de uma obra eterna”.

Trajetória

Com o nome artístico anterior de Arildo Oliveira, o violonista, cantor, compositor e arranjador Alan Vergueiro possui vasta experiência como artista da noite do Rio e Niterói desde 1978 quando criou a Banda Vitrô. Em 1984, passou a integrar a banda Um pouco de Brasil. Na década de noventa, embarcou para a Europa, onde foi se unir ao seu primo e filho de Newton Mendonça, o violonista, cantor e compositor Fernando Mendonça, falecido em 1999. Viveu e trabalhou por três anos consecutivos em Portugal, Espanha e França, tocando e cantando em boates, teatros, hotéis e cassinos. Retornando ao Brasil em 1995, faz parte da banda Suave Veneno. Hoje, Alan, além de se apresentar sozinho, forma um quarteto com o saxofonista e flautista Liandro Góes, o baixista Paulo Soza e o baterista Carlinhos Batera. Aluno da Escola de Música Villa-Lobos, no Rio, está terminando o curso básico e se prepara para iniciar o Curso Técnico de Arranjos Musicais.




 

Evento de 9 de agosto de 2007

Sucesso na Avenida Paulista

Cerca de oitenta pessoas assistiram à palestra com degustação de cachaças do jornalista e escritor Marcelo Câmara na noite de 9 de agosto no importante Fórum de Eventos Culturais da Livraria Fnac, na Avenida Paulista, em São Paulo, SP. O autor percorreu o universo da cachaça e discorreu sobre temas e questões do seu último livro Cachaças bebendo e aprendendo - Guia prático de degustação / Cachaças drinking and learning - Practical guide to tasting (Mauad), a primeira obra do mundo a tratar dos aspectos sensoriais do destilado brasileiro. Cachaçólogo, pingófilo e degustador profissional, Marcelo dialogou com leitores, respondeu a perguntas e demoliu ficções e mentiras que circulam na mídia e na Internet acerca da cachaça. Além de dirigir uma sessão didática de degustação de pingas novas e envelhecidas, ele autografou os seus livros. Presentes ao evento, empresários, profissionais liberais, intelectuais, universitários, leitores fiéis como o baterista Miltinho, do Sexteto Jô Onze e Meia, e estrangeiros interessados na bebida brasileira, como a jornalista norte-americana Grace Fan, correspondente em São Paulo da agência norte-americana DowJones, do grupo do Wall Street Journal, e o alemão Hans C. Heuberer, consultor de informática radicado na capital paulista. Foram degustadas as marcas de excelência sensorial: Coqueiro, de Paraty, RJ; Samanaú, de Caicó, RN; e SalvaGerais, de João Pinheiro, MG.



Marcelo Câmara recebeu Hans C. Heuberer na Fnac Paulista.



 

Evento de 31 de maio de 2007

Cachaça SalvaGerais vence no Rio

Cerca de quarenta pessoas participaram no último dia 31 de maio, na Saraiva MegaStore Rio Sul Shopping Center, na cidade do Rio de Janeiro, do Bate-papo com degustação de cachaças com o jornalista e escritor Marcelo Câmara, dentro do projeto Papos & Idéias da rede de Livrarias Saraiva. O autor, que é cachaçólogo, pingófilo e degustador profissional de cachaças, conversou durante duas horas e meia com um grupo de leitores interessados em conhecer as características sensoriais da bebida brasileira, além dos seus aspectos históricos, sócio-culturais e econômicos. Marcelo dirigiu uma sessão de “degustação passo-a-passo”, respondeu a perguntas dos presentes e discutiu questões relacionadas à produção e ao consumo da cachaça. Ao final do encontro, antes de Marcelo autografar os seus livros Cachaças bebendo e aprendendo e Cachaça – Prazer Brasileiro, ambos editados pela Mauad, a Cachaça SalvaGerais-Prata, de João Pinheiro, MG, foi aclamada como a melhor pinga envelhecida da noite, entre as três marcas de excelência degustadas. As outras duas marcas foram a Samanaú, de Caicó, RN, e a Coqueiro, de Paraty, RJ, esta a única cachaça nova e branca provada no evento.



Marcelo Câmara (à extrema dir.), ao final da degustação na Saraiva,
autografou seus livros sobre cachaça.
(Foto Carmen Koch)



 

Eventos de 29 e 30 de março de 2007

MARCELO CÂMARA EM NATAL

O jornalista e escritor fluminense Marcelo Câmara, 57, ingressou a 29 de março último no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, com sede em Natal, como sócio correspondente, no dia que a mais antiga instituição cultural do Estado completou 105 anos de existência. Na Casa da Memória Potiguar tiveram assento Câmara Cascudo, Gilberto Freyre, Nestor Lima, Manoel Rodrigues de Mello, Américo de Oliveira Costa, e hoje atuam Diógenes da Cunha Lima e Enélio Petrovich, entre outros intelectuais brasileiros. No dia seguinte, Marcelo Câmara lançou na Livraria Siciliano, na loja do Natal Shopping, o seu último livro Cachaças bebendo e aprendendo – Guia prático de degustação (Mauad), o primeiro livro do mundo de degustação de cachaças. A presença do escritor na capital potiguar teve grande repercussão na mídia local.

Marcelo Nóbrega da Câmara Torres, natural de Angra dos Reis, RJ, é filho de seridoenses, descendente de tradicionais famílias potiguares: Araújo de Açu, Nóbrega de Caicó, Câmara de João Câmara (antiga Baixa Verde) e Torres de Touros. Na noite de aniversário do Instituto Histórico, o novo sócio foi saudado por Dorian Gray Caldas, consagrado artista plástico e poeta. Após a sua investidura, Marcelo fez a conferência Câmara Torres: um homem público, sobre a vida e obra de seu pai, José Augusto da Câmara Torres (* Caicó, RN, 1917 – † Niterói, RJ, 1998), jornalista, educador, advogado e político, sócio do Instituto, que viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro.

A edição de Cachaças bebendo e aprendendo teve o apoio cultural da Cachaça Samanaú, fabricada em Caicó, por Dadá Costa, considerada a melhor do Nordeste e que já tem ardorosos devotos no Rio de Janeiro e em outros Estados. Com quase duzentas páginas, belo formato portátil, primoroso projeto gráfico, a obra é ricamente ilustrada com fotos coloridas do Sítio Samanaú, de Caicó, onde é fabricada a Samanaú. A designer Marcela Petersen, filha de Marcelo Câmara, assina o projeto gráfico do livro, e as fotografias são do jornalista e fotógrafo caicoense Raimundo Melo e do fotógrafo carioca Bruno Lira, neto da caicoense Eulália Medeiros, radicada há muitos anos no Rio de Janeiro.

Raízes potiguares

Cachaças bebendo e aprendendo é o quinto livro de Marcelo Câmara, também consultor cultural, editor e consultor legislativo do Senado Federal (aposentado), onde assessorou Darcy Ribeiro. De ascendência e com grandes identidades no Rio Grande do Norte, Marcelo teve em Câmara Cascudo, desde a juventude, um mestre nos seus trabalhos nas áreas da Sociologia, Antropologia e Folclore. O pai, José Augusto da Câmara Torres, pertence aos Câmara do monumental Câmara Cascudo, e do senador João Severiano da Câmara. Era sobrinho do célebre advogado Aprígio Câmara, que fez importante carreira em São Paulo, e tinha parentesco com Aluísio Alves. A mãe, a professora Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, Tudinha (* Caicó, RN, 1919 – † Niterói, RJ, 1989), filha do patriarca Joaquim Gorgônio da Nóbrega, pertencia à estirpe de Janúncio da Nóbrega e era prima de Dinarte Mariz. No Rio, José Augusto chegou com quinze anos, depois de fundar e dirigir jornal em Caicó e integrar a turma de Eugênio de Araújo Sales, atual cardeal emérito do Rio de Janeiro, e do músico Túlio Tavares, irmão do grande maestro e compositor Mário Tavares, no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, em Natal. No Rio de Janeiro, fez carreira como jornalista, técnico de educação, advogado e político, com quatro mandatos de deputado estadual, duas vezes secretário de Estado, membro do Conselho Estadual de Educação, constituindo-se numa importante personalidade da história política e cultural do Estado do Rio de Janeiro.

Marcelo Câmara é primeiro e único degustador profissional de cachaças em atividade no País e o criador das normas e critérios sensoriais para degustação da bebida brasileira. Pingófilo (amante e bebedor da boa pinga) há mais de meio século e cachaçólogo (estudioso) há mais de quarenta anos, com dezenas de trabalhos publicados sobre o tema, ele é o autor de outro livro também de vanguarda, Cachaça – Prazer Brasileiro (Mauad), o primeiro dirigido ao mercado, ao consumidor real e potencial do destilado nacional.




 

Evento de 8 de fevereiro de 2007

 


O médico Jairo Bouer (à esq.) entrevista Marcelo Câmara
no programa Ao Ponto dedicado ao tema "álcool".


Bebendo cachaça em rede nacional

O cachaçólogo, pingófilo e degustador Marcelo Câmara esteve no último dia 8 deste mês de fevereiro no programa AO PONTO, do Canal Futura, em rede nacional, degustando as cachaças Coqueiro, de Paraty, RJ, e Samanaú, de Caicó, RN. Entrevistado pelo médico Jairo Bouer, que apresentou um programa sobre o álcool, Marcelo falou sobre como e quando beber, com sabedoria e prazer, a nossa amada pinga, o melhor destilado do mundo. Ele considera as marcas que degustou, insuperáveis em excelência sensorial quanto ao aroma e sabor. O programa foi reprisado, também em rede, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro.




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